radio verdade

radio verdade

sábado, 20 de junho de 2015

O Warpaint também vai se apresentar no Brasil em 2015





Warpaint++2013

E os shows internacionais no Brasil esse ano não param. 

Dessa vez é o Warpaint que vai aterrizar por aqui.
As informações foram publicadas pelo jornal Destak  nesta 

terça-feira, 16.
Segundo a publicação as meninas vem ao país para tocar 

em um festival entre outubro enovembro, que, neste caso, 

podem ser o Popload e o Sónar.
O Warpaint lançou seu segundo disco – que leva o nome do 

grupo – no ano passado.
Antes, em 2010, lançaram o primeiro trabalho completo, 

“The Fool”.
As informações ainda não foram confirmadas pela banda ou 

produtoras locais, o que deve acontecer em breve.

Confira todos os detalhes do novo álbum do Iron Maiden



BRUCE-DICKINSON-BRUCE-DICKSON-IRON-MAIDEN-STAND-UP-COMEDY-NORUEGA-PILOTO-PILOT


O Iron Maiden divulgou, nesta quinta, 18, em seu site oficial , todos os detalhes do seu novo álbum de estúdio. O disco se chama “The Book Of Souls”, é duplo – mesmo tendo 11 músicas -, e será lançado no dia 4 de setembro.

As gravações aconteceram durante 2014 e a banda trabalhou com o produtor Kevin “Caveman” Shirley. O trabalho foi gravado em Paris (que chique!).

“A abordagem neste álbum foi feita de uma maneira diferente do que já fizemos. Muitas músicas foram escritas enquanto estávamos no estúdio, ai ensaiávamos e gravávamos, por isso soam frescas…”, disse o baixista Steve Harris.

O Iron irá começar sua nova turnê no início do ano que vem para que o vocalista Bruce Dickinson esteja preparado e totalmente recuperado do seu tratamento contra um câncer na língua realizado no final do ano passado e no começo de 2015.

“The Book Of Souls” também será lançado via iTunes, em versão deluxe e em vinil triplo preto.

Confira a capa e o tracklist do disco, abaixo.


TBOS-Packshot_995


Disc 1
1. If Eternity Should Fail (Dickinson) 8:28
2. Speed Of Light (Smith/ Dickinson) 5:01
3. The Great Unknown (Smith/ Harris) 6:37
4. The Red And The Black (Harris) 13:33
5. When The River Runs Deep (Smith/ Harris) 5:52
6. The Book Of Souls (Gers/ Harris) 10:27

Disc 2
7. Death Or Glory (Smith/ Dickinson) 5:13
8. Shadows Of The Valley (Gers/ Harris) 7:32
9. Tears Of A Clown (Smith/ Harris) 4:59
10. The Man Of Sorrows (Murray/ Harris) 6:28
11. Empire Of The Clouds (Dickinson) 18:01

NOFX remarca shows no Brasil!



Img_0024


O NOFX divulgou as novas datas de sua turnê pelo Brasil. A banda vai passar por aqui em dezembro para shows no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre em dezembro.

O quarteto havia cancelado as apresentações em março devido a um problema particular com um dos integrantes.

Os ingressos que foram adquiridos pelo público com as antigas datas continua valendo.

Abaixo você confere todas as informações sobre a passagem do NOFX pelo Brasil em dezembro.

Serviço Rio de Janeiro
Data: 11 de dezembro de 2015 (sexta-feira)
Local: Circo Voador
End: Rua Arcos – Lapa – Rio de Janeiro
Hora: 19h (open doors) | 19h50 (Banda abertura) | 21h

Feysom só sucessos !!!!

l

Feysom... a mania gostosa de ouvir música.
Caros ouvintes
A nossa rádio com três anos de existência, agora está no ar em situação de teste, devido a aquisição de streaming próprio com uma nova grade de músicas, com sucessos nacionais, internacionais, atuais, antigos, vinhetas e hora certa. Em breve estaremos com programação ao vivo, teremos, em breve, também “sexta o melhor do pagode” uma hora de puro samba, samba de raiz, partido alto, com início as 21:00 hs e sábado teremos “ Sábado é dia de Rock”, sucessos de bandas de todos os tempos a partir das 21:00hs.
Queremos agradecer aos brasileiros no exterior pela a audiência de nossa rádio com alcance mundial, conforme a Global Statistics (click no globo na coluna da direita do blog), além do Brasil temos ouvintes nos seguintes países:
United States , Serbia , Portugal , Germany , France , Canada , Belgium
E também agradecer aos nossos anunciantes.
Feysom é só sucessos !!!!!!!!!!!!!!!



Feysom ... the hot craze for listening to music.
Dear listeners
Our radio with three years of existence , now is in the air in test situation , due to the acquisition of own streaming with a new grille music , with national, international , current , former , vignettes and timely hits. Soon we will be with live programming, we shall soon also " the sixth best Pagoda " one hour of pure samba, samba root , loud party , starting at 21:00 pm and Saturday we will have " Saturday is a day of Rock " bands of hits of all time from that of 21: 00hs .We want to thank the Brazilians abroad by the audience of our radio with global reach , according to the Global Statistics (click on the globe in the right column of the blog) , besides Brazil have listeners in the following countries : United States , Serbia, Portugal , Germany, France , Canada , Belgium
And also thank our advertiser

domingo, 14 de junho de 2015

Prêmio da Música Brasileira homenageia Maria Bethânia no Rio

Evento teve como grande homenageada a cantora Maria Bethânia. foto: Reprodução

Recordista de troféus em 26 edições do Prêmio da Música Brasileira (PMB), Maria Bethânia não concorreu em nenhuma categoria na cerimônia realizada na quarta-feira, 10, mas foi o centro da noite. Homenageada pelos 50 anos de carreira, ela ouviu artistas interpretarem seu repertório e textos que fizeram parte de seus shows. Bethânia foi aplaudida de pé pela plateia do Teatro Municipal, no Rio.
Tocada, ela terminou o PMB recitando o agradecimento que usa em sua turnê comemorativa: "Agradecer aos senhores que acolhem e aplaudem esse milagre. Agradecer, ter o que agradecer, louvar e abraçar". Depois, empolgada, caiu no samba, puxando o irmão Caetano Veloso para acompanhá-la.
O PMB é a mais longeva e abrangente premiação do gênero do País. Faz mapeamento amplo da produção musical do País: foram 106 indicados em 26 subcategorias, abarcadas em gêneros como MPB, canção popular, instrumental e erudito. Nesta edição, os vencedores - escolhidos por 20 jurados, todos críticos de música e artistas, que partiram de um universo de inscritos de 977 CDs e 101 DVDs - acabaram ofuscados pelo protagonismo de Bethânia.
Os principais, com dois troféus cada, foram os cantores Ney Matogrosso, Fernanda Takai e Alceu Valença, o bandolinista Hamilton de Holanda e o grupo baiano Ganhadeiras de Itapuã - as onze integrantes vestiam roupas de baiana.
"Pedimos a Deus por esse prêmio, é uma felicidade muito grande", disse uma delas, dona Maria do Xindó. Na primeira participação na premiação, o conjunto, com cantigas e sambas de roda, conquistou os prêmios de melhor grupo e melhor CD na categoria regional.
"Não se trabalha para ganhar prêmio, mas é o reconhecimento de um trabalho", disse Ney, concorrente na vasta categoria pop/rock/reggae/hiphop/funk e escolhido melhor cantor e também pelo CD Atento Aos Sinais.
"É um prêmio sério e de prestígio, o mérito dele é prestar atenção em tudo o que está acontecendo. Fico feliz, quando não estou aqui, estou assistindo", afirmou Fernanda Takai, enquadrada na categoria canção popular - ela recebeu pelo disco Na Medida do Impossível e pelo projeto visual.
Com 11 troféus do PMB em casa, Hamilton de Holanda, vencedor como solista e pelo CD Hamilton de Holanda Trio, elogiou a abrangência da premiação. 'Só aqui você vê o auge do eletrônico junto com o erudito."

No palco, Alcione, vencedora como cantora de samba, contou uma história que aconteceu com ela e Maria Bethânia em Salvador. As duas foram parar no fogão, 'cozinhando e cantando, toda trabalhada no Geraldo Vandré". 'Ela é a diva de todas as divas, mas essa criatura já me aprontou algumas coisas e eu vou te botar na praça!", disse Alcione, divertindo o público e a própria amiga Bethânia.
Gilberto Gil venceu com o DVD Gilbertos Samba Ao Vivo. Ao chegar ao teatro, disse que nem sabia qual era a sua indicação. 'Vim pela Bethânia." Ele não participou do tributo à amiga no palco, que reuniu Caetano Veloso,

 Nana Caymmi
- a cantora brasileira favorita da homenageada -, 
Adriana Calcanhotto, 
Arnaldo Antunes e Zélia, entre outros.

Zeca Pagodinho em Barretos

Feijoada do Samauma com Zeca Pagodinho


Feijoada do Samauma com Zeca Pagodinho

Local: Sombra do Jatobá

Cidade: Barretos

Data: 27 / JUNHO / 2015

Fernando Brant termina a travessia


Compositor de clássicos do Clube da Esquina morre aos 68 de complicações decorrentes de transplante de fígado. O velório, aberto ao público, foi realizado às 16h30, no Cemitério do Bonfim.




Em outubro de 2014, Fernando Brant recebeu o Estado de Minas em sua casa, para falar sobre os 40 anos do espetáculo Maria, Maria, do Grupo Corpo
O compositor Fernando Brant morreu na noite do dia 12, em Belo Horizonte, aos 68 anos, de complicações decorrentes de uma cirurgia de transplante de fígado. Submetido a uma primeira operação na terça-feira, o músico teve rejeição ao órgão e passou por um segundo transplante, na madrugada de ontem, no Hospital das Clínicas. A família confirmou a morte por volta das 21h40. O velório teve início às 9h deste sábado, no Palácio das Artes e foi aberto ao público.

Fernando Rocha Brant nasceu em Caldas, no Sul de Minas, em 9 de outubro de 1946. Era filho do juiz Moacyr Brant e da dona de casa Yolanda Brant. Aos 5 anos, ele se mudou com a família para Diamantina, que inspirou clássicos como Beco do Mota, Paisagem da janela e os temas do espetáculo de dança Maria, Maria. Aos 10, chegou a BH, onde construiu sua carreira.

Na capital, estudou no Grupo Barão do Rio Branco, no Colégio Arnaldo e no Colégio Estadual Central. A BH tranquila, com a garotada brincando nas ruas, marcou a obra do compositor – exemplo disso é Bola de meia, bola de gude ou a antológica Saudades dos aviões da Panair, com seus bondes e motorneiros.

O Estadual Central fez a cabeça de Fernando nos anos 1960, marcados pela efervescência política. “Comecei a ler desbragadamente”, revelou em depoimento ao site do Museu Clube da Esquina. Freguês diário da Biblioteca Pública Estadual, na Praça da Liberdade, o rapazinho se apaixonou por Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa, García Lorca, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos. Virou cinéfilo, tomou contato com Fellini e Orson Welles. O Estadual, literalmente, deu livros, régua, compasso e versos aos futuro compositor, assim como as rodas boêmias de BH. Um de seus professores era o poeta Affonso Romano de Sant’Anna.

Fernando Brant no Edifício Maletta, no Centro de BH, em 1967, ano em que compôs Travessia com MiltonBrant tomou gosto pela liberdade e pela área “de humanas”, como se dizia. Decidiu trocar o Estadual pelo vanguardista colégio recém-criado pela Universidade Federal de Minas Gerais em seu câmpus, na Pampulha. Depois, optou por estudar direito, como o pai. Por essa época, conheceu Milton Nascimento e Márcio Borges. A capital era pequena, todo mundo se trombava. Alguns anos depois, ingressaria no jornalismo – foi repórter da revista O Cruzeiro. Uma reportagem, aliás, inspirou a canção Ponta de Areia.





Por volta de 1965, Milton Nascimento se mudou para São Paulo, determinado a seguir a carreira artística. Encontrava-se com Brant e Borges de 15 em 15 dias – todo mundo viajando de ônibus nos fins de semana. Milton havia composto Pai grande e Morro velho, que chamaram a atenção. A cantora Elis Regina ficou de olho nos mineiros. Em 1967, Bituca mostrou uma tristonha melodia a Brant. E pediu: “Queria que você fizesse a letra pra ela”. Em depoimento, o amigo revelou sua reação: “Não mexo com isso, não sei, nunca fiz”. Era coisa para o Marcinho Borges, alegou.

Famoso por sua obstinação, Bituca não desistiu. Propôs o tema: um caixeiro-viajante que passava por uma cidade, namorava por lá, mudava-se para outra e ia deixando amores em seu rastro. Fernando teve outra ideia: cantar o drama de alguém que parte e deixa o outro desesperado. Assim nasceu Travessia, influenciada também por Guimarães Rosa. A parceria não venceu o Festival Internacional da Canção (FIC), no Rio de Janeiro, em 1967. Travessia ficou em segundo lugar, mas conquistou o Brasil e se tornou um clássico.

A ditadura imposta pelos militares em 1964 se acirrou com a edição do Ato Institucional nº 5, em 1968. Um dos alvos da censura era a MPB e seus jovens artistas. A casa da família Brant, no Bairro Funcionários, virou uma espécie de “trincheira” de compositores e músicos, assim como o lar dos Borges, em Santa Tereza. Milton se hospedava lá, assim como o letrista e produtor fluminense Ronaldo Bastos.

No fim dos anos 1960, BH viu nascer o movimento musical que marcou a cultura brasileira: o Clube da Esquina. Milton, Fernando, Ronaldo, Márcio e Lô Borges, o jovem montes-clarense Beto Guedes, Toninho Horta e o três-pontano Wagner Tiso souberam mesclar samba, toada, cantochão, jazz e rock. Aquelas sofisticadas harmonias até hoje deslumbram o mundo. Em 1970, Milton chamou a atenção com o disco marcado por guitarras e, ao mesmo tempo, pelo canto do Brasil profundo. Fernando Brant assinava a letra de Para Lennon e McCartney, parceria com Lô e Márcio Borges – conexão poética com o pop internacional. Aqui é o país do futebol, parceria com Milton, já trazia o Fernando engajado politicamente, que falava do Brasil vazio nas tardes de domingo, de olho no futebol e esquecido das agruras do cotidiano – e da política...

Enquanto Fernando trabalhava em BH, a turma passou uma temporada em Mar Azul, no litoral fluminense, onde nasceu o repertório do disco Clube da Esquina, álbum duplo que contou com uma infinidade de talentosos “sócios”: Robertinho Silva, Nelson Angelo, Danilo Caymmi, Joyce, Nivaldo Ornelas, Novelli e Luiz Alves, além da experiente Alaíde Costa. Lançado em 1972, foi tão impactante para a cultura brasileira quanto o Tropicalismo.

Caetano Veloso destacou o papel do movimento mineiro. “Sem apresentar ruptura com as conquistas da bossa-nova, exibindo especialmente uma continuidade em relação ao samba-jazz carioca, Milton sugeriu uma fusão que – partindo de premissas muito outras e de uma perspectiva brasileira – confluía com a fusion inaugurada por Miles Davis. Essa fusão brasileira desconcertou e apaixonou os próprios seguidores da fusion americana”, escreveu o baiano no prefácio do livro Os sonhos não envelhecem, de Márcio Borges.

No disco seguinte, Milagre dos peixes, lançado em 1973, Fernando Brant criou lindas metáforas para falar de seu Brasil amordaçado. Com seu lirismo, a faixa-título, assinada por ele e Milton, driblou a censura: “E eu apenas sou/ um a mais/ um a mais/ a falar desta dor/ a nossa dor”. Nas dezenas de discos que viriam a seguir – entre eles os clássicos Minas, Gerais e Clube da Esquina 2 –, Brant se consolidou como o maior letrista do cancioneiro miltoniano.

Sua poesia sempre caiu no gosto do povo. Canção da América (“Amigo é coisa/ pra se guardar”), Maria, Maria (“E a estranha mania de ter fé na vida”), Ponta de areia, Nos bailes da vida (“Todo artista tem de estar aonde o povo está”), Raça (“Lá vem a força/ lá vem a magia”) e Encontros e despedidas são alguns exemplos da profunda conexão de Brant com a sua gente.

O engajamento político daquele jovem forjado nos anos 1960 nunca esmoreceu. Com suas canções, Brant militou na campanha das Diretas-já, apoiou a cruzada do mineiro Tancredo Neves para restaurar a democracia, defendeu o direito do brasileiro à cidadania, celebrou a negritude. Também lutou arduamente por seu ofício, batalhando pelos direitos autorais. Integrou a associação Amar e dirigiu a União Brasileira dos Compositores (UBC). Militante da palavra, foi cronista do caderno EM Cultura deste Estado de Minas até o ano passado. O livro Clube dos gambás (Record) reuniu alguns textos publicados no EM.

Casado com Leise Brant, o compositor deixa as filhas Izabel e Ana Luiza, o filho do coração, Diógenes, e dois netos. Milhares de fãs ficaram órfãos.

Amigos prestam homenagem a Fernando Brant

fonte EM MG