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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Outubro tem Gal Costa em Porto Alegre.




GAL COSTA
Local: Araújo Viana
02 de outubro de 2015
Sexta-Feira
21:00




O mais recente álbum de Gal Costa lançado em maio de 2015 – muito bem comemorado pelo mercado, com grande destaque e críticas positivas - marca mais uma vez a sua reinvenção, que ao lado de jovens músicos e compositores, traz canções inéditas, mostrando uma Gal jovial, energética e roqueira.

O novo show de Gal não poderia ser diferente: é leve, jovem e une o frescor do novo álbum com a retrospectiva histórica dos grandes sucessos da artista. A turnê Estratosférica marca também a comemoração dos 50 anos de carreira e os 70 anos de idade da artista. Além de Pupilo (na bateria), estão na turnê o tecladista Mauricio Fleury (da banda afrobeat Bixiga 70), o baixista Fábio Sá (Criolo) e o guitarrista Guilherme Monteiro (que vem acompanhando Gal no show intimista Espelho d’Água).

Jethro Tull faz show em Porto Alegre em outubro

Grupo britânico está no mercado há quase meio século | Foto: Ian Anderson Group / Divulgação/ CP

Grupo britânico está no mercado há quase meio século
Após quarenta anos de pontos altos e baixos e todos os estágios entre os extremos, a banda Jethro Tull segue encantando o mundo com sua sonorização marcada pelas notas de flauta do líder Ian Anderson. No dia 6 de outubro, às 21h, o grupo britânico traz toda essa trajetória ao palco do Auditório Araújo Vianna (Osvaldo Aranha, 685), em Porto Alegre.

O espetáculo faz parte da turnê “The Rock Opera”, que estreia neste mês no Reino Unido, seguindo pela Rússia e Europa antes de chegar à América do Sul. Aos 68 anos, Anderson celebra, em 2015, os 47 anos como músico internacional nos palcos e nos estúdios. O artista é amplamente reconhecido como o homem que adicionou a flauta ao rock e continua sendo o maior expoente dos gêneros popular e rock de flauta.

O novo show do quinteto formado em 1968 conta a trajetória do agricultor Jethro Tull, que viveu durante o século XVII e que serviu de inspiração para a banda. Com um repertório que inclui canções tradicionais, como “Heavy Horses”, “Farm On The Freeway” e “Songs From The Wood”, o espetáculo reinventa a história do personagem aproximando-o de um futuro próximo.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Rock in Rio 7º dia: Katy Perry e muio mais.

Katy Perry faz programa infantil dançante e chama fã para o palco.
Cantora foi a última a se apresentar no Rock in Rio neste domingo.
Raiane trocou tapinhas com Katy e ensinou quatro palavras em português.











Como cantora, Katy Perry é uma boa apresentadora de programa infantil. Ao fechar o Rock in Rio neste domingo, apresentou um espetáculo com dançarinos, nove trocas de roupa e saiu do palco após 19 músicas. Os fãs, pode chamá-los de KatyCats, não pararam de gritar e de sacudir bastões luminosos.

Pena que até essa capacidade de entreter crianças e jovens com caras, bocas, luzinhas, perucas e roupas extravagantes tenha piorado.

Ao menos, quando se compara o divertido show que ela fez no Rock in Rio 2011 com o desta noite. E não é só o conceito circo/broadway/carnaval dançante da tia Katy que incomoda um pouco.

O tempo entre um bloco e outro não é bem preenchido: vídeo de gatinho, set farofa de DJ, canja de backing vocal afetada.

E os arranjos, ah, os arranjos... "Legendary Lovers" parece durar 20 minutos, de tão modorrenta. "Hot n' cold" em versão jazz faz a música perder o sentido. E por aí vai.(Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar que o nome da música era "Imaginary Lovers" O erro foi corrigido às 19h13.)

'Raiaiaia'
Durante a apresentação, a cantora recebeu uma fã no palco. Rayane Souza, de 18 anos, de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, levou um tapa na bunda e retribuiu com um apertão.

Ao tentar pronunciar o nome da fã, Katy Perry falou algo como "Raiaiaia".

No palco, a garota ficou tentando beijar Katy Perry e foi convidada para fazer uma selfie. Ensinou a moça a falar quatro palavras em português: "beijos", "selfie" e "pizza" e "oi".

Foram 19 músicas divididas em seis blocos. A turnê de Katy que passou pelo festival é baseada no disco "Prism", de 2013. Nesta noite, oito canções foram retiradas do disco mais recente da cantora.

O que ela mais solta a voz, mostrando o lado cantora, é acústico, com "By the grace of God", "The one that got away", "Thinking of you" e "Unconditionally".

É a hora que se nota facilmente que Katy é melhor entertainer do que cantora. Timbre não se muda, e o da mocinha não é exatamente o mais agradável.



A-ha faz baile anos 1980 e tem 'air tecladistas' em show no Rock in Rio
Banda veterana promoveu releitura do 'air guitar' neste domingo (28).
Hits como 'Take on me' e 'Crying in the rain' renderam momento nostalgia.






Teve até "air telcado" no baile da saudade com sabor de anos 1980 que o A-ha fez no Rock in Rio neste domingo (27). Com hits do passado, como "Stay on these roads", "Crying in the rain", "You are the one" e a obrigatória "Take on me", o veterano grupo norueguês agradou os fãs veteranos que se intrometeram entre os jovens adoradoras de Katy Perry, última atração da noite.

Quem também seduziu foi o líder do trio, Morten Harket. Na opinião das fãs mais experientes, o senhor de 56 anos "continua lindo, mesmo de óculos e sem vestir mais aquelas calças de couro coladinhas".

Desta vez, o antigo galã apostou em jeans, com um rasgo discreto e calculado perto do joelho direito. Muito prevenido, ele esperou parar a chuva para passear pela passarela que sai do palco. O tempo na Cidade do Rock, de fato, não estava facilitando para o penteado do sempre inabalável e sofisticado frontman.

Harket pouco se comunica com o público: a prioridade são as poses de bonitão cool e os falsetes elegantes (neste quesito, ele se sai dignamente). A interação cabe ao tecladista, Magne Furuholmen. Uma questão de justiça, afinal, já que é ele o motor dos recorrentes "air keyboards", a versão anos 1980 do "air guitar" roqueiro.

Furuholmen, além disso, solta frases em português e, certa altura, pede para todo mundo acenda as luzes dos celulares (isqueiros não curtiram isso).

Mas ocorreram momentos de dispersão, principalmente quando Harket anunciava músicas do disco mais recente, "Cast in the steel", que acaba de sair. As escolhidas foram "Forest fire" e "Under the makeup". Até para os fiéis, pareceu desnecessário.

"Ah não! Quem quer saber do novo álbum?! Meu Deus...", disse uma "Mortenete" inconformada. E ela completou, reconhecendo as próprias credenciais: "Olha que faz 26 anos que eu sou fã desta merda!".








AlunaGeorge encara temporal e fãs de Katy Perry sem perder a pose
Dupla se esforçou com pop eletrônico; cantora manteve 'carão' e boa voz.
Aluna enfrentou chuva e vento e conseguiu aquecer fãs para show de Katy.




Foi comovente ver Aluna Francis caminhar elegante para a frente do palco, sob chuva forte, quase engasgada com o próprio cabelo ao vento ao cantar "Best be believing". A música do primeiro e único disco do duo AlunaGeorge não passaria perto do Palco Mundo do Rock in Rio até os 45 minutos do segundo tempo, quando a cantora sueca Robyn cancelou os shows de abertura para Katy Perry e, de tabela, o Rock in Rio.

A dupla londrinha de pop eletrônico moderninho - ao vivo, vira trio - foi substituta esforçada na noite deste domingo (27). Em condições normais de temperatura e escalação, fariam um show bombante na tenda eletrônica, se o Rock in Rio investisse neste estilo com outros festivais. Em estreia no Rio, aproveitaram o campo molhado e fizeram bom jogo. Mesmo ainda no segundo time do pop, conseguiram aquecer fãs para a estrela maior.

Aluna Francis e George Reid são fãzocas de r&b dos anos 90, mas também gostam de Radiohead, o que resulta em colagens eletrônicas interessantes. A voz distorcida no refrão de "Your drums, your love" é uma das coisas mais bonitas da música pop atual. Faria gente se arrepiar em um local mais intimista. Na imensidão do Palco Mundo, vira só a trilha sonora da sala de espera gigante para doutora Katy Perry - com A-ha ainda na triagem.

O esforço aeróbico e vocal da esguia e molhada Aluna não foi em vão, no entanto. "White noise", que ela gravou no disco bem tocado do Disclosure, teve alguma reação. “This is how we do it”, clássico r&b anos 90 de Montell Jordan, também fez gente sacodir os bastõezinhos promocionais. Quando não sabiam a letra das músicas - ou seja, sempre - alguns puxavam um "êêê, ôôô" igualmente anos 90, de bailinho dançante. Rolou esse coro em "Supernatural".

A chuva até ajudou o AlunaGeorge. Ficou difícil não reparar no esforço da cantora com pose de modelete e boa voz. O figurino tropical, com flor no cabelo e saia branca esvoaçante, virou um belo desastre. Muita gente parecia pular para se aquecer, ou para fazer a espera molhada menos sofrida. Mas os músicos de Londres estavam mais à vontade sob a chuva - como bons londrinos - do que os cariocas incomodados no tempo ruim - como bons cariocas.






Rio 450' fecha Palco Sunset com show dançante debaixo de chuva
Homenagem contou com 9 cantores, como Alcione, Maria Rita e Simoninha.
Público se divertiu com mistura de ritmos mesmo com o mau tempo.





'Rio 450' fecha Palco Sunset com show dançante debaixo de chuva
Homenagem contou com 9 cantores, como Alcione, Maria Rita e Simoninha.
Público se divertiu com mistura de ritmos mesmo com o mau tempo.


A homenagem “Rio 450” fez o público dançar mesmo debaixo de chuva no Palco Sunset, neste domingo (27), último dia de Rock in Rio. O show foi uma mistura de artistas de estilos diferentes. Cantaram Alcione, Gabriel, o Pensador, Simoninha, Buchecha, Roberta Sá, Fernanda Abreu, Maria Rita, Léo Jaime e Davi Moraes.


O filho de Moraes Moreira foi o primeiro a subir ao palco. Ele é o único artista que participou de todas as edições do Rock in Rio. O telão fez uma homenagem a Davi, mostrando ele pequeno tocando ao lado do pai na edição de 1985.

A primeira parceria da noite foi dele ao lado de Simoninha, que levantou o público com “Aquele abraço”. Simoninha também mostrou entrosamento com Gabriel, o Pensador, em “Solitário surfista”. Gabriel continuou sozinho no palco para cantar “Até quando”, que protesta contra o sistema político do país. Ele foi aplaudido de pé pelo público.

A partir daí, a chuva castigou os presentes no Palco Sunset. Ainda assim, o público mostrou presença de espírito para dançar em “W Brasil”, cantada por Simoninha e Buchecha, e “O Morro não tem vez/ A voz do morro”, interpretada por Alcione.

Quase todas as canções foram cantadas em dupla, pelos artistas. Eles mostraram entrosamento, principalmente Gabriel e Simoninha. Em “Samba do avião”, música que fechou a apresentação, os nove artistas cantaram juntos no palco.

O ponto baixo ficou por Fernanda Abreu, que teve “Rio 40 graus” cortada do setlist, e foi substituída por Buchecha e Simoninha em “W Brasil”. A carioca está com faringite e só subiu ao palco na última música ao lado dos outros artistas, mas apenas para tocar.


Alcione no Palco Sunset

Roberta Sá no Palco Sunset




Davi Moraes toca no show em homenagem aos 450 anos do Rio, neste último dia de Rock in Rio. No telão, Davi Moraes quando criança tocando ;Brasileirinho







Al Jarreau volta ao Rock in Rio em show de jazz, bossa nova e carisma
Americano recebeu Marcos Valle disse que bossa nova mudou sua vida.
Brincalhão e com estilo malandro, Jarreau emocionou com 'Your song'.

Al Jarreau se apresentou no Palco Sunset no Rock in Rio 2015 (Foto: Fabio Tito/G1)

O andar cadenciado, o sorriso frouxo, a roupa e o chapéu de Al Jarreau lembraram o sambista e malandro Bezerra da Silva (1927-2005), neste domingo (27), no Palco Sunset. Mas foi com outro ritmo brasileiro que o craque do jazz e do R&B, aos 75 anos, mostrou uma relação estreia: a bossa nova. Durante seu show no Rock in Rio, festival que retornou após 30 anos - tocou para 200 mil pessoas em 1985 -, Jarreau declarou que o ritmo "mudou a vida" dele.


Foi a deixa para chamar ao palco o convidado da noite, um dos grandes exportadores da bossa nova, Marcos Valle. Juntos, fizeram um dueto bilíngue em "Samba de verão"/"So nice" e, mais tarde, repetiriam a dose em "Os grilos"/"Crickets sing for Anamaria".

A plateia curtiu, mas o momento mais emocionante foi antes de Valle entrar, no início da apresentação. Após a bela abertura com "Black and blues", Al Jarreau cantou sua versão de "Your song" (Elton John e Bernie Taupin), sendo acompanhado em peso pelo público - em dia de programação pop no festival, a apresentação foi como um oásis para adultos que levaram seus filhos e sobrinhos à Cidade do Rock.

O bom humor de Jarreau era visto a cada intervalo. Com sorriso fácil, brincou, disse que amava o Rio e até se proclamou carioca ao adaptar trecho de "Ela é carioca" (Vinicius de Moraes e Tom Jobim). A canção, alías, voltou a ser lembrada por Jarreau ao fim do show. Quando todos os músicos já haviam deixado o palco, caminhou sozinho, lentamente, cantarolando com sotaque: "Ela é cariôca, ela é cariôca...".
Al Jarreau e Marcos Valle se abraçam

A simpatia também serviu para contornar um pequeno problema técnico. Na entrada de Valle, o teclado do brasileiro pareceu desconfigurado. Enquanto tudo se ajeitava, Jarreau olhava para a plateia e pedia para que devolvesse o "piano". "Foi você", brincava apontando o dedo para qualquer um.

Muito à vontade, o norte-americano vencedor de sete prêmios Grammy parecia não querer parar de tocar. Em fato raro no Palco Sunset devido ao cronograma apertado do festival, tocou uma música que não estava no setlist, após pedido do público. "We're in this love together" acabou, então, sendo a saideira, logo após "Roof garden".




Aurea e Boss AC levam soul e rap 'good vibe' de Portugal ao Rock in Rio

Cantora de soul fez no festival versão lusitana da velha parceria diva-rapper.
Dupla fez som genérico e festivo e terminou com 'Happy', de Pharrell.


Aurea e Boss AC fazem bela parceria no Rock in Rio 2015 (Foto: Fabio Tito/G1)

Os músicos portugueses Aurea e Boss AC levaram soul e rap com "boa vibe, feeling positivo", como eles mesmos explicaram, ao Palco Sunset no fim da tarde deste domingo (27), último dia de Rock in Rio. Foi a velha parceria diva-rapper em versão lusitana.
A cantora de soul participou do Rock in Rio 2013 com o Black Mamba. Ela canta um soul um tanto quanto genérico, mas competente e sedutor. Dessa vez, trouxe o rapper Boss AC, nascido em Cabo Verde e radicado em Portugal.
Com "Happy" (Pharrell Williams), no enceramento, e "Tem calma, relaxa" (versão de "Don't worry, be happy", de Bobby McFerrin), junto de sorrisos mil, o teor dramático do soul ou de contestação do rap quase sumiram. "Já abraçaram alguém hoje?", diz o rapper no meio do show, incentivando quase um momento "paz de Cristo" pop entre a plateia.
O público pequeno que se reuniu em frente ao Palco Sunset, como está sendo comum nos dias pop do festival, entrou no clima positivo e vibrou com os portugueses. "Main things", da trilha da novela "Amor à vida", foi uma das que mais impressionou. Nesta, Aurea explora melhor sua boa voz.
Foi uma boa chance de aproximar o grande público brasileiro de artistas pop de um país cuja cultura fica tão perto e tão longe 
do Brasil. Desde o "Convosco, Boss AC!" na apresentação até o "grande beijinho" mais para o fim, foi tudo muito simpático. Pena que tenha terminado de um jeito festivo, mas genérico até não poder mais. "Because I'm hapyyy..."
Cantora portuguesa Aurea se apresentou junto do rapper português Boss AC (Foto: Fabio Tito/G1)


Suricato recebe bem Raul Midón, que rouba a cena no Palco Sunset

Multi-instrumentista norte-americano impressionou fãs da banda carioca. 
Suricato, finalista do 'Superstar', deu espaço ao músico e fez show correto.



Banda Suricato abriu último dia de Palco Sunset no Rock in Rio 2015 (Foto: Fabio Tito/G1)
Os rapazes do Suricato fizeram bem o seupapel. 
Tocaram (corretamente) tudo que os fãs queriam ouvir, fechando com o hit "Trem" mesclado com versos de "Fly away", do Lenny Kravitz. Mas, acima de tudo, tiveram a humildade de dar o espaço que o craque Midón merecia.

"Estamos aprendendo muito com ele", declarou Rodrigo Suricato (vocalista e guitarrista) ao chamar o instrumentista ao palco.

O músico, que já tocou com Stevie Wonder (além de parceiros, os dois são deficientes visuais), fez seu primeiro grande show no Brasil, aos 49 anos. Cantou cinco canções das 13 do setlist todo, começando com "Don't hesitate" e "Don't take it that way". Acompanhou ainda o repertório do Suricato em outras três músicas.

Ficou fora do palco só nas três faixas de abertura do show do grupo carioca ("Inseparáveis", "Eu não amo todo dia" e "Bom começo") e durante "Pro dia nascer feliz", cover do Barão Vermelho - iniciada com o solo de "Asa branca", de Luiz Gonzaga.

O momento revival, aliás, foi o de mais empolgação da plateia, que vibrava com as imagens do Rock in Rio de 1985 no telão.

O público, parecendo surpreso com o talento de Midón, aplaudiu o artista principalmente quando ele ficou sozinho em cena. Tocando violão e percussão ao mesmo tempo, ele soltou o vozeirão grave em "Sunshine". Quando não cantava, tocava sua "gaita" imaginária, fazendo sons só com a boca ao microfone.

O Suricato também mostrou talento nos instrumentos, incluindo alguns exóticos, como o didjeridoo de Gui Schwab. Além dele e de Rodrigo, também participaram do show da banda Pompeo Pelosi (percussão), Raphael Romano (Baixo) e Junior Moraes (percussão).

Rock in Rio 6º dia: Rihanna fez show "sóbrio" e preciso e outras atrações.


Rock in Rio, 6º dia: Veja o resumo do festival em vídeos, fotos, gifs e textos
Fãs de Rihanna lotaram Palco Mundo; ela fez show 'sóbrio' e preciso.
Dia também teve cantor na tirolesa, 'sofrência', casamento e beijos gays.





O sexto dia de Rock in Rio, primeiro que teve ingressos esgotados, foi o mais difícil para andar perto do Palco do Mundo. Os fãs quase não arredavam o pé desde a tarde deste sábado (26) até a chegada da grande estrela. Rihanna chegou 30 minutos atrasada, atrás de uma cortina de fumaça e disparou um hit atrás do outro.
O figurino amarelo largo, estilo boxeadora, chamou atenção e virou meme na mesma hora. Ela foi comparada a Walter White, da série "Breaking bad" - compatível com o confessado amor da cantora por certos narcóticos - e a Axl Rose - comparação ainda mais coerente com o rei do atraso no Rock in Rio.

O dia era mesmo de Rihanna. Mesmo com a Cidade do Rock cheia, os shows no Palco Sunset não atraíram tanta gente quanto nos dias anteriores. Até no Palco Mundo tinha muita gente sentada enquanto rolavam outros shows e pedindo Ri-Ri no meio do show "pop-coraçãozinho" do Sheppard, por exemplo.

A única voz capaz de arrebatar o ávido público antes da hora foi Sam Smith. O inglês de 23 anos fez show poderoso e cativou o público com seu alcance vocal, simpatia e músicas "fucking depressivas", como ele mesmo definiu no palco. Foi o primeiro show do cantor no Brasil.

Smith falou sobre seu álbum inspirado em amor não correspondido por outro homem. O inglês e Rihanna, também com grande público gay, incentivaram o público a demonstrar o amor sem preconceitos. Beijos gays e até um casamento entre duas mulheres rolaram neste sábado.

No Sunset, Carlinhos Brown "fez as pazes" com o Rock in Rio. Ele animou o show do amigo Sérgio Mendes e foi bastante aplaudido, 14 anos depois de tomar vaias e garrafadas antes do show do Guns no Palco Mundo. Mesmo com público reduzido - assim como os outros neste palco -, foi um final feliz.


"Umbrella", em versão meio roqueira, gerou um previsível coro gigante. Rihanna fez show "sóbrio" e preciso, sem trocas de roupa e com grande voz. Ela foi muito além do pop dançante, da trocação de roupa, dos vocais com auxílio de vozes do além. Há um balanço barbadiano ali que é bem diferente de uma Lady Gaga ou Katy Perry da vida. O reggae nervoso "Man down" e a versão quase roqueira de "Umbrella" mostrados no Palco Mundo comprovam a tese.


Rihanna subiu ao palco do Rock in Rio vestindo um collant preto com calça e capa amarelas bem largas. Isso bastou para que seu figurino repercutisse na internet e ganhasse vários memes nas redes sociais. Algumas pessoas compararam a cantora ao personagem Walter White, da série "Breaking bad", e a Axl Rose, que usou uma capa amarela no Rock in Rio 2011.

"Stay with me", maior sucesso de Sam Smith, encerrou o primeiro e arrebatador show do inglês no Brasil. A música foi cantada a plenos pulmões pela multidão que esperava Rihanna. O cantor fez o público feliz com suas músicas "fucking depressivas", como ele mesmo descreveu no palco, ou de "sofrência", em livre tradução tupiniquim.







Vocalista do Sheppard começa show no Rock in Rio pulando da tirolesa

O vocalista George, do Sheppard, começou o show de sua banda pulando da tirolesa. O grupo foi escalado para tocar logo após Lulu Santos neste sábado e antes de Sam Smith e Rihanna, que fecha a noite. Ele repetiu Jared Leto, que também saltou do brinquedo em 2013, em show do 30 Seconds to Mars.




Lulu Santos foi a primeira atração do Palco Mundo


Lulu Santos não precisou lá de muito esforço para fazer a plateia do Rock in Rio levantar braços, cantar, essas coisas. O fim foi o grande momento do show, quando o cantor de 62 anos e seus músicos andaram pela passarela e deixaram só as batidas do DJ Sanny Pitbull tocando. A plateia levou "Como uma onda" no gogó, sozinha. Mr. Catra cantou "Condição" com Lulu. Foi uma participação especial relâmpago.
Ao repaginar hits com arranjos diferentes e pausas, Lulu Santos deixou a plateia meio perdida algumas vezes. Algo comum nos shows do cantor. O povo tudo no andamento original. Ninguém pareceu entender muito bem para onde a música estava indo: ficava tudo sem sincronia.


Mr. Catra participa do show do Lulu Santos no Rock in Rio




Sergio Mendes toca acompanhado por Carlinhos Brown no Palco Sunset


Em participação no fim do show de Sérgio Mendes, Carlinhos Brown "fez as pazes" com o Rock in Rio. O jurado do The Voice foi bem recebido e proporcionou os momentos mais animados do show do veterano da bossa nova no Sunset. Pena que, de novo, o dia escolhido para Brown não tenha sido o ideal. Não foi, claro, o desastre de 2001. Mas em dia de pop adolescente, com fãs de Rihanna, havia muito espaço vazio na plateia, com bem menos gente do que os outros shows de encerramento do Sunset. Mendes e Brown harmonizam melhor com dia de Rod Stewart, por exemplo.



Angelique Kidjo toca no Palco Sunset neste sábado (26)

 convidado do show de Angelique Kidjo foi o baixista camaronês Richard Bona, que tocou no meio, saiu e voltou para o grande final. Segundo o curador do Palco Sunet, Zé Ricardo, este foi o primeiro encontro de músicos africanos nos 30 anos do festival. O público não era grande, mas quem viu o show dificilmente resistiu parado. Especialmente quem ficou até o fim, quando a cantora do Benim chamou cerca de 20 pessoas para dançar a saideira no palco - incluindo Supla, que cantou mais cedo..



Eduardo Suplicy assistiu o show dos filhos Brothers of Brazil no Palco Sunset do Rock in Rio 2015


A dupla já é de irmãos, Supla e João Suplicy, mas o show do Brothers of Brazil ganhou ares de festa de uma grande família. O pouco público no Palco Sunset contribuiu para que o pai deles, o ex-senador Eduardo Suplicy, com seu neto Felipe, filho de João com Maria Paula, nos ombros, chegasse bem perto do palco junto com outros familiares.




Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, usou camiseta estampada com verso de "Inútil": "A gente não sabemos escolher presidente". Em dois momentos diferentes do show, fez discursos contra os governantes. Na introdução de "Filho da puta", Roger dedicou àqueles que "fazem a gente pagar a conta: eles cagam e a gente paga".

Erasmo Carlos tocaneste sábado (26) no Palco Sunset

"É proibido fumar" foi ouvida em dois dias diferentes do festival na voz de Erasmo Carlos. A primeira tinha sido no show de abertura do primeiro dia no Palco Mundo, junto com o Skank. A segunda foi no Palco Sunset sábado, com o Ultraje a Rigor. Em ambas, rolou o tradicional complemento de "maconha" do público, claro.

Sam Smith disse que "vai tentar beijar muitos garotos" no ano que vem para escrever sobre no seu próximo disco. Atração do Palco Mundo, o cantor aguçou a vontade do público no Rock in Rio. Alguns se inspiraram e resolveram dar muitos beijos como uma homenagem ao cantor. Outros preferiram mandar um recado para o cantor.

domingo, 27 de setembro de 2015

Com Martinho da Vila, O Samba é filme que gringo deve ver.








“Para mim, o carnaval não é o principal do samba”. Quem diz isso é francês Georges Gachot (Maria Bethânia Musica É Perfume, Nana Caymmi Em Rio Sonata), diretor do documentário O Samba, que estreia hoje  nos cinemas brasileiros. Mesmo sendo o carnaval e a escola de samba Vila Isabel os fios condutores, o cineasta dá uma visão bem diferente da usada na maior parte das produções sobre o gênero – principalmente se tratando do olhar de um estrangeiro.
“A primeira ideia que eu tinha do samba era tão errada que eu procurei primeiro entender a poesia e toda a história. Então eu pensei: ‘Eu quero apresentar às pessoas de fora do Brasil o samba que não é só mulher com a bunda de fora’. É uma coisa terrível, porque toda a publicidade turística fora do Brasil tem uma mulher na praia ou no carnaval. E samba não é isso”, fala Gachot.
Através de entrevistas com personagens populares, diálogos e captura de momentos espontâneos sempre em planos longos, Gachot humaniza o universo do samba, buscando entender a história por trás de uma comunidade dedicada o ano inteiro para a suntuosa festa de um fim de semana. O drama é sentido quando um dos personagens fala sobre o fato dos destaques do Carnaval serem celebridade e não membros da comunidade.
O personagem central deste enredo é o compositor Martinho da Vila, justamente a porta de entrada para o francês no ritmo brasileiro. “Eu ganhei um CD de Martinho cantando Noel Rosa [2010] e, de cara, já gostei muito”, conta ele. “Oito anos depois de chegar no Brasil, eu entrei na quadra da Vila Isabel e Martinho me mostrou um lado que não conhecia. Fiquei apaixonado”.
Dedicado ao enredo do Carnaval 2016 da Vila Isabel, que ainda será escolhido entre outras composições, o compositor de “Devagar, Devagarinho” falou com a Billboard Brasil sobre o filme e o samba que segue em passos rápidos.
Como foram as gravações? Você gostou da experiência?É meio chatinho, sabe [risos]. Imagina lá você, com uma câmera de reportagem e uma equipe atrás de você, tem uma hora que incomoda. Mas não doeu muito não.
Como personagem, o que você percebeu como a maior curiosidade do diretor, qual abordagem ele procurava?Ele ia comigo para Vila Isabel e sempre procurava falar com as pessoas que me conheciam. E a maior curiosidade dele era saber como eu gravava as minhas coisas. Mas eu acabei não explicando muito não [risos].
E você gostou do resultado final?Gostei bastante. Eu estava um pouco apreensivo, porque ele filmou muita coisa, então a edição deve ter sido um problema, né. E eu não assinei nenhum contrato com ele, só falei assim: ‘Se não ficar bom não vai pro ar, vamos fazer um contrato de risco’ [risos]. Ele fez uma pré-montagem num cineminha chamado Cacá Diegues em Duas Barras e eu gostei muito.
No filme, um personagem entrevistado fala sobre o espaço que a comunidade perdeu como destaque nas escolas…É, esse é o caminho. Hoje as rainhas de bateria são todas personalidades, atrizes, colunáveis. Mas isso não tem no filme, esse que é o grande lance. Ele termina o filme com uma cena incrível de uma senhora sambando.
E o samba também mudou, acabou ficando mais rápido.Eu vou tentar mudar um pouco isso de novo. Em 2013 eu consegui fazer isso com um enredo sobre o trabalho no campo e nós ganhamos o Carnaval. Em 2016, vamos fazer um enredo sobre Guel Arraes – mas não vamos falar sobre o Guel Arraes político e ideológico; vamos falar do apoio que ele deu à cultura pernambucana.
E o que você acha sobre o samba feito hoje?O samba está seguindo o momento da música brasileira de hoje: é só mão para o alto e cantar “ô ô lá lá”. É música para pular.

Liga do Samba de BH será lançada neste domingo e traz Velha Guarda da Mangueira para iniciar os trabalhos


Os amantes de um bom samba na cidade podem começar a comemorar. Acaba de nascer aLiga de Samba de BH. A ideia partiu do cantor Nonato do Samba, sambista de primeira grandeza, com mais 35 anos de carreira, três discos gravados e experiência internacional, na Coreia e no Japão.

Pearl Jam em Porto Alegre

Ingresso para Pearl Jam na Arena Grêmio





Show acontecerá em novembro, na Arena do Grêmio | Foto: Joby Sessions / Divulgação / CP


Em Porto Alegre, a banda vai se apresentar no dia 11 de novembro, na Arena do Grêmio, mesma data em que subiu ao palco montado no Estádio do Zequinha, há 4 anos. Logo após, o grupo segue para São Paulo (14), Brasília (17), Belo Horizonte (20) e Rio de Janeiro (22).
A turnê é baseada no álbum "Lightning Bolt", décimo registro de estúdio da banda, lançado 2013, que inclui os sucessos "Mind Your Manners", "Getaway" e "Let The Records Play"
Quando? 11 de novembro, às 20h30
Onde? Arena do Grêmio (Pe. Leopoldo Brentano, 110)





Pearl Jam é uma banda norte-americana de rock alternativo, formada no ano de 1990 em Seattle, Washington. Desde sua origem, sua formação incluiu Eddie Vedder (vocais, guitarra rítmica), Jeff Ament (baixo), Stone Gossard (guitarra rítmica) eMike McCready (guitarra solo), passando por mudanças na bateria, sendo Matt Cameron, que também compõe oSoundgarden, o atual baterista da banda.

Formada após a dissolução da Mother Love Bone, banda anterior de Ament e Gossard, o Pearl Jam estourou no mainstream com seu primeiro álbum, Ten. Uma das bandas-chave do movimento grunge dos anos 90, o Pearl Jam foi criticado em seu início, sendo estereotipado como um grupo com propósitos somente comerciais. Todavia, através da carreira da banda, seus membros se tornaram notados pela sua recusa por aderir às tradicionais práticas da indústria musical, incluindo a recusa em produzirem videoclipes e o engajamento em um boicote contra a Ticketmaster. Em 2006, a Rolling Stone descreveu a banda como tendo "gastado muito da última década deliberadamente tentando destruir sua própria fama."

Desde sua formação, a banda já vendeu mais de 80 milhões de álbuns em todo o mundo. O Pearl Jam já superou diversos de seus contemporâneos do rock alternativo do começo dos anos 90, sendo considerada uma das bandas mais influentes da década. O Allmusic se refere ao Pearl Jam como "a banda americana de rock & roll mais popular dos anos 90.

sábado, 26 de setembro de 2015

Rock in rio 5º dia o terror imperou.



Slipknot faz Castelo do Terror digno de atração principal do Rock in Rio

Banda de mascarados fez som pesadíssimo nesta sexta-feira de festival.
Dispersos em outros shows, fãs ficaram insanos em 'rodinhas' gigantes.


Mick Thomson, o "Seven" do Slipknot, toca em frente às pirotecnias da banda no Rock in Rio 2015 (Foto: Fabio Tito/G1)

Se o Rock in Rio tem cara de parque de diversões, o Slipknot é o Castelo do Terror ideal. O show desta sexta-feira (25) teve o mise-en-scène de horror de sempre - até uma chuva de papel picado, em momento "Carnapknot". O que faz diferença é que a música não é de brinquedo - continua boa. A banda de mascarados foi a única a ganhar totalmente a plateia nesta sexta. Antes, o Palco Mundo teve recepção morna (Faith No More) e fria (Mastodon e De La Tierra).

Slipknot é a principal atração do Palco Mundo nesta sexta (25), 5º dia do Rock in Rio (Foto: Fabio Tito/G1)


Há quatro anos, a banda fez grande abertura para o Metallica. Agora fez upgrade de categoria como atração principal. Corey Taylor parecia muito grato, falando bastante entre as músicas e pedindo "barulho para a família heavy metal". Teve até parabéns para o percussionista Clown. A banda está à vontade no cenário exagerado - não é por acaso que pretende abrir um parque com atrações de terror na Califórnia.

O Slipknot mostrou um som pesadíssimo desde o começo. Só deu para respirar um pouco no início mais calmo de faixas como a quebrada "Devil and I", do disco novo, ".5: The Gray Chapter". Essa, com levada mais quebrada, mostra que Corey Taylor, líder do Slipknot, aprendeu bem com o funk metal do Faith no More.

Depois de parecer disperso nas atrações anteriores, o público se mostrou muito atento no show de encerramento da noite. Teve rodinha de pogo armada antes mesmo de a banda entrar em cena (os fãs, aliás, foram organizados e delimitaram os pontos de encontro - físico - com antecedência). E elas não paravam nem no intervalo das músicas.

(Nota para quem acha que rodinha é bagunça: Quem nunca viu alguém cair no pogo e ser ajudado por uma multidão de estranhos para levantar não sabe o que é gentileza.)

O show teve uma curva de empolgação. Começou insano, com "Sarcastrophe" e "Heretic Anthem". Músicas menos frenéticas, como "Killpop", aliadas a uma chuva fraca que começou a cair no meio do show, pareceram dar uma esfriada ali pela metade. O final retomou a energia, especialmente com "People=Shit", penúltima da noite.

".5: The Gray Chapter", que é o trabalho do Slipknot que mais tem músicas no set (cinco, ao todo), fala bastante sobre a morte do baixista Paul Gray. Ele morreu de overdose em 2010 por overdose acidental de morfina. Falar da perda do amigo torna o show "pesado e emotivo'", segundo Corey Taylor.

Como no Rock in Rio 2011 e como no festival Monsters of Rock 2013, em São Paulo, o Slipknot refez a sentada no chão com pulo coletivo na música "Spit it out". Ao que parece, pode repetir o mesmo expediente quantas vezes quiser. A resposta continua a mesma.



Slipknot é a principal atração do Palco Mundo nesta sexta (25), 5º dia do Rock in Rio (Foto: Fabio Tito/G1)

Slipknot é a principal atração do Palco Mundo nesta sexta (25), 5º dia do Rock in Rio (Foto: Fabio Tito/G1)


Faith No More tem Mike Patton 'kamikaze' e insano no Rock in Rio
Vocalista tentou voar para o público mas caiu na grade; ele continuou show.


Público mostrou pouca animação e só reagiu a hits como 'Epic' e 'Easy.



Mike Patton, do Faith no More, caiu do palco ao pular no público no Rock in rio 2015 (Foto: Reprodução/Multishow)






Apenas uma noite de trabalho comum para Mike Patton. No fim de "Caffeine", a terceira do show meio absurdo do Faith No More nesta sexta-feira (25) no Rock in Rio, o vocalista achou que era certo saltar da passarela do Palco Mundo para (tentar) cair sobre os fãs. Mas ele calculou mal, e a aterrissagem ocorreu na grade que separa o público.
"Morreu!", gritou um jovem ali perto. Mas Patton não só não morreu como sequer despenteou os cabelos fixados a gel. Escorado por seguranças, voltou ao palco e continou cantando bastante bem (e berrando e empostando a voz e fazendo sons guturais...), falando português etc.

Tudo bem normal. "Tranquilo", diria ele mais tarde.

A apresentação do Faith No More é incomum antes mesmo de começar. Os músicos entram em cena todos com roupas brancas, e há flores espalhadas pelo palco. Enquanto um dos integrantes testa o microfone fazendo alguns barulhos não identificáveis, um fã comenta: "Ah lá, vai baixar a entidade".

O show se inicia com "Motherfucker", do disco "Sol invictus", primeiro de inéditas da banda em 18 anos. Só quem está perto do palco é que grita realmente. O resto parece tentar entender, na inocência, o que está acontecendo – e mal imagina o que virá a seguir...

E aí vem o (em tese) acidente. E alguns hits do Faith No More, como "Epic", "Evidence", as baladas "Easy" e "I started a joke". Nenhuma rendeu coro intenso, o clima era um pouco tenso. Em "Midlife crisis", Patton tenta uma participação mais ativa do povo. Mas nada. Ele, então, mantém a cara fechada e o olhar perdido.

Também pouco contribuiu a ausência de outras músicas conhecidas, como "Falling to Pieces" e "A small victory". No lugar delas, temas do disco novo, como "Superhero", "Black friday" e "Separation anxiety". Num set list de 15 músicas, pode ter sido exagerada a presença de material recente.

Por outro lado, é notável que, ao contrário de Metallicas e Systens of a Down da vida, o Faith No Morex tenha condições de mostrar produção atual, ao invés de se apoiar só no passado.

Quando "Superhero" termina, Mike Patton e cia saem de cena. Minutos depois, o vocalista volta e diz, em português com sotaque: "Superlegal! Puta que lo pariu". Dois amigos com a camisa do Slipknot no meio do público comentam: "Essa é da boa!".

Deu tempo ainda de mostrar outras três faixas: "I started a joke", "We care a lot" e Just a man". Antes desta, mais demonstração de habilidade no idioma nativo ("Última canção") e outra de habilidade vocal (é realmente impressionante a variedade de timbres e tons que o sujeito alcança). Patton, por fim, saiu batendo continência e sem sorrir.

O Faith No More no Rock in Rio 2015 pode não ter conseguido repetir a atuação histórica daquela vista no Rock in Rio 1991, quando a banda fez show histórico e deixou Guns N'Roses na saudade. Mas foi um show bom e intenso todo o tempo.

Quanto a Mike Patton, ele foi o mesmo de sempre, ou até mais comportado. É preciso lembrar, afinal, que em Portugal, em 1993, o cantor pediu "eu quero xixi", em português, e jogou uma garrafa com urina de um fã em sua própria cabeça.

Aquele, aliás, não foi o único relato a incluir Mike Patton e excrementos. Entrou em uma longa lista de insanidades, que inclui enforcar um segurança, mostrar o pênis para as câmeras e regurgitar um cadarço de sapato. O voo suicidade no Rock in Rio 2015, portanto, é bastante coerente.


Mike Patton tenta pular na galera e cai em fosso no show do Faith No More no Rock in Rio (Foto: Mauro Pimentel/G1)




Mastodon mostra bons vocais e peso para plateia sonolenta no Rock in Rio


Grupo americano tocou 13 músicas no Palco Mundo nesta sexta-feira.
'Tocaríamos mais 15, talvez devamos voltar ao Brasil', disse guitarrista.

Brad Hinds, guitarrista do Mastodon, toca com a banda no Palco Mundo do Rock in Rio 2015 (Foto: Fabio Tito/G1)

Os quatro integrantes do Mastodon cantam. Que bom, porque a plateia não cantou nada. Em sua estreia no Brasil, o grupo americano de metal alternativo merecia melhor sorte. E uma plateia menos sonolenta.

Foi impressionante como estavam vazios os lados da frente do palco. A maior parte do público estava mais preocupada em interagir com câmeras de TV, do que em prestar atenção no bom barulho do quarteto.

No máximo, rolaram palminhas tímidas e gritos de "Mastodon" no fim e no começo. Muito pouco para uma banda tão talentosa.

O Mastodon pareceu ser pequeno para o Palco Mundo. No Palco Sunset, em outro horário, talvez tudo teria feito mais sentido.

Aula de geografia e volta ao Brasil
"Vocês têm o melhor festival do mundo. Dos nossos pequenos corações, obrigado", disse o baixista Troy Sanders.

"Somos da América do Norte e vocês são da América do Sul", ensinou o guitarrista Brent Hinds. "A gente tocaria mais umas 15 músicas, talvez devamos voltar ao Brasil".

13 músicas
O Mastodon apareceu no Palco Mundo ao som de "Tread lightly", que veio seguida por "Once more 'round the sun".

O negócio começou a ganhar um pouco mais de gás a partir da dobradinha "Blasteroid" e "The Motherload". A banda da tal "nova onda do metal americano" tocou 13 músicas.

O disco que mais cedeu canções para a apresentação foi "Once more 'round the sun": a faixa-título, "High Road", "Chimes at midnight", "Tread lighty", "Halloween", "Ember city" e "The Motherload", quando o baterista Brann Dailor é a voz principal. Até agora, o título de melhor cantor baterista desta edição do Rock in Rio é dele.


Mastodon toca no Palco Mundo nesta sexta (25) (Foto: Fabio Tito/G1)



Guitarrista ostentação, Steve Vai toca com orquestra e faz a guitarra 'falar'
Ele lambeu guitarra e fez solos comemorados como gols no Rock in Rio.
Brasileiros da Camerata Florianópolis acompanharam o guitarrista virtuose

Steve Vai toca para o Palco Sunset no Rock in Rio 2015 (Foto: Luciano Oliveira/G1)


Steve Vai fez um show vibrante com a Camerata Florianópolis no encerramento do Palco Sunset nesta sexta-feira (25), último dia de rock pesado no Rock in Rio. O guitarrista virtuose norte-americano de 55 anos fez a guitarra “falar”, com vários momentos de interação com a plateia e arranjos interessantes com a orquestra.

O discípulo de Frank Zappa, que já tocou com meio mundo roqueiro, do pós-punk PiL ao hard rock Whitesnake, reuniu outros músicos no gargarejo para assisti-lo. Integrantes de ao menos duas atrações do mesmo palco, Nightwish e Clássicos do Terror, passaram por lá.

O espaço não estava cheio como nos outros shows finais do Palco Sunset. Mas os fanáticos na grade comemoravam cada parte mais difícil dos solos, como se fossem gols. A interação era forte, ainda mais para um show instrumental. O maestro da orquestra brasileira começou “regendo” os gritos do público. A violinista chamou atenção e teve um bom momento de solo, apesar da falha do som. Mais tarde, Steve “conversou” com os fãs usando a guitarra(veja em vídeo abaixo).

O encontro de músico popular com orquestra ao vivo já não é novidade, de Metallica a Chitãozinho & Chororó. Mas o show começou bem acima da média. “Kill the guy with the ball” abriu com um duelo de frases musicais trocadas entre as cordas da orquestra e a guitarra. O arranjo era engraçado, nada meloso, e Steve parecia endiabrado.

O show alternou estes bons momentos, menos convencionais, e outros em que a orquestra era pano de fundo dramático para os malabarismos do músico. Ele tem, sem dúvida, o dom de fazer a guitarra falar. O problema é quando ela só parece dizer: “Sou foda”. Melhor quando o “guitarrista ostentação” esbanja menos e experimenta mais.

Não que caras, bocas, reboladinho e até comemoração com punhos cerrados em certas notas não funcionem para incendiar o público. O último “malabarismo” foi lamber a guitarra, ao final de sua música mais conhecida, “For the love of God”. Pelo amor de Deus, não precisava disso. Você é foda mesmo assim, Steve.

Steve Vai, com participação da Camerata Florianópolis, é a última atração do Palco Sunset desta sexta (25) (Foto: Luciano Oliveira/G1)


De La Tierra promove metal latino e portunhol em show para pouca gente


Banda de Andreas Kisser (Sepultura) teve público 'vazio' no Palco Mundo.
Apresentação com 2 argentinos e 1 mexicano no Rock in Rio foi aprovada.
Andreas Kisser, guitarrista do De La Tierra, toca no Palco Mundo do Rock in Rio 2015 (Foto: Fabio Tito/G1)


Quando o "supergrupo" de metal latino De La Tierra tocou o cover "Polícia", do Titãs, o público foi incentivado a bater cabeça. Era fácil armar a roda: o espaço diante do Palco Mundo nesta sexta-feira (25) estava um pouco esvaziado.

Na hora da "dança", um sujeito sem camisa foi "nocauteado" por um outro participante da brincadeira. Mas então ele logo se levantou, abraçou o oponente e os dois saíram pulando juntos (assista no vídeo ao final do texto).

Foi esse o clima do (bom) show do De La Tierra. Desconhecidos que resolveram se entender ali mesmo, na hora.

A banda é um projeto paralelo tocado por músicos latinos: o brasileiro Andreas Kisser (sempre ele, guitarrista do Sepultura), o mexicano Alex González (baterista do Maná) e os argentinos Andrés Giménez (guitarrista e vocalista do A.N.I.M.A.L) e Sr. Flávio (baixo e vocal do Los Fabulosos Cadillacs).

A banda tocou todas as músicas de seu único disco, lançado em 2014. São faixas de nomes curiosos, como "Somos uno", "San asesino", "Maldita historia", "Chaman de Manaus" e "Reducidores de cabezas".

"Somos a única banda latina do Rock in Rio", disse o líder, Andrés Giménez, em um de seus discursos. "Espero que entendam meu espanhol." Não necessariamente...

Mas ninguém ligou. Ele pedia que gritassem algo em seu idioma, o povo respondia em portunhol mesmo e tudo bem. "Gracias, muchas gracias", devolvia o cantor e guitarrista de tempos em tempos.


A melhor resposta veio com "Polícia", a única em português de todo o repertório e anunciada por Giménez como "Polizia, dos Titás". Quem assumiu os vocais agora foi Andreas Kisser, que vestia um meião do São Paulo Futebol Clube.

Mais tarde, Giménez reforçou seu orgulho pela América Latina, que de fato parece ser sua referênci: ao citar Andreas Kisser na apresentação do De La Tierra, referiu-se ao colega, obviamente, como "o melhor guitarrista da América Latina".

Listou ainda países da região: "Aqui tem gente do México, da Colômbia, da Argentina, da Venezuela, do Equador, do Peru...". E não pareceu se incomodar com o fato de essa gente ser pouca.

Interativo e satisfeito, Giménez surfou no público na última música do show. Saiu se curvando diante dos fãs enquanto fazia chifrinho com as mãos.


De La Tierra é a primeira atração do Palco Mundo nesta sexta (25), quinto dia do Rock in Rio (Foto: Fabio Tito/G1)


Nightwish sacode o Sunset em show com força para Palco Mundo
Floor Jansen, vocalista do Nightwish, dá uma aula de bateção de cabelo no Rock in Rio 2015 (Foto: Luciano Oliveira/G1)

Banda finlandesa foi acompanhada pelo público do início ao fim.
Tony Kakko fez participação em 2 canções, uma delas com Floor Jansen.


O show do Nightwish foi mais um daqueles do Palco Sunset que teriam vez no Palco Mundo. A experiente banda finlandesa formada em 1996 foi a terceira a se apresentar nesta sexta-feira (25) no Rock in Rio e fez uma apresentação com fãs cantando (e gritando) do início ao fim.Floor Jansen, vocalista do Nightwish, no Palco Mundo (Foto: Luciano Oliveira/G1)

Vestida de preto, com as coxas e braços de fora, a bela Floor Jansen honra o histórico de carisma e qualidade das vocalistas do grupo finlandês, que revelou Tarja Turunen e teve ainda Anette Olzon. Floor regeu a plateia com a força da voz e a presença de palco, sempre com os cabelões esvoaçantes, graças a um ventilador bem à sua frente.

As duas músicas da abertura do show, "Shudder before the beautiful" e "Yours is an empty hope", são do mais recente disco, o oitavo de estúdio do Nightwish, "Endless forms most beautiful". Outras duas do álbum entraram no repertório: "My Walden" e "Weak fantasy".

Tony Kakko
O vocalista do Sonata Arctica, Tony Kakko, era o convidado da noite e subiu ao palco quase no fim do show. Após Floor soltar a voz em "Stargazers", um dos pontos altos da noite, o baixista Marco Hietala ficou sozinho no palco e brincou que iria "entreter" a plateia até que a banda voltasse. Começou a tocar - na guitarra - e cantar "The islander". Foi a deixa para Kakko entrar em cena e dar sequência à canção em tom de balada.

O vocalista ainda cantou mais uma, "Last ride of the day", dessa vez junto com Floor - e o público. Para fechar, a bela largou mais uma vez a voz em "Gost love score".

Ao fim, a banda parecia emocionada com a receptividade e ficou alguns minutos saudando o público, com a bandeira do Brasil em mãos.

Floor Jansen, do Nightwish, anima o público do Palco Sunset no Rock in Rio 2015 (Foto: Luciano Oliveira/G1)



Moonspell recebe Derrick Green em tarde de chifrinhos e gótico simpático


Público abriu 'rodinha' na plateia durante 'Roots bloody roots', do Sepultura.
Vocalista alternou berros gulturais e discursos bonzinhos no Palco Sunset.
Moonspell se apresenta com Derrick Green, vocalista do Sepultura, no 5º dia de Palco Sunset (Foto: Luciano Oliveira/G1)


A banda de metal gótico portuguesa Moonspell apostou em som alto para os padrões do Palco Sunset, discurso simpático e participação de Derrick Green, do Sepultura, para conquistar a plateia de camisas pretas nesta sexta-feira (25).
Quem não faz chifrinho no ritmo da música, tapou o ouvido discretamente. O grupo bem que tentou se garantir com canções como "Medo", "Alma" e "Opium" (poema musicado de Fernando Pessoa), mas a primeira "rodinha" só se abriu na plateia quando Derrick começou a berrar "Roots Bloody Roots", já na segunda parte do show.
Se na hora de cantar Fernando Ribeiro manda um vocal gultural, na hora de falar com a plateia foi um dos mais simpáticos e didáticos a passar pelo Sunset.
"É uma honra. É uma visita já há muito adiada. Viemos pagar tributo para o público que gosta de Monspell", avisou. "Esta música é de nosso novo disco que está finalmente disponível no Brasil. Não deixem de verificar", explicou, com um sorriso.
"Pensei que tinha 10 fãs no Rio. Prometemos voltar muito em breve", mimimizou. No fim, agradeceu ao Sepultura e à "galera que chega cedo". "Somos um por baixo do feitiço da lua cheia", concluiu.
Banda teatral
Antes de tocar, o baterista Miguel Gaspar comentou. “Bandas mais teatrais como nós se sentem mais à vontade à noite ou em um lugar fechado. Mas acabamos nos acostumando a tocar em festivais durante o dia, e o contraste acaba criando um jeito diferente de cativar as pessoas”, disse ele. O feitiço da lua (da música "Fullmoon") funcionou mesmo de dia.


Sepultura não vai tocar no Rock in Rio deste ano, mas Derrick Green deu o ar da graça no show do Moonspell (Foto: Luciano Oliveira/G1)


Moonspell levou metal gótico para o Palco Sunset neste 5º dia de Rock in Rio (Foto: Luciano Oliveira/G1)

Clássicos do Terror relembra trilhas em clima de cinema no Rock in Rio

André Moraes e André Abujamra receberam Constantine Maroulis no Sunset.
Hits de Ozzy e Iron Maiden fizeram público acordar no fim da apresentação.



Produtor musical André Moraes também participou de show do Clássicos do Terror (Foto: Luciano Oliveira/G1)




O público poderia estar sentado, como em uma poltrona de cinema, durante a maior parte do show Clássicos do Terror, o primeiro desta sexta-feira (25) no Palco Sunset. O grupo formado para o Rock in Rio, liderado pelos trilheiros André Moraes e André Abujamra, tocou uma bem selocionada retrospectiva de trilhas sonoras de filmes antigos de suspense (alguns mais para comédia, é verdade), com direito a justa homenagem a Zé do Caixão.

O cantor convidado, Constantine Maroulis, finalista do American Idol de 2005, não impressionou - pelo menos não positivamente. Mas o artista nova-iorquino, que passou por problemas pessoais este ano ao ser preso por violência doméstica, ainda conseguiu aplausos ao apelar ao patriotismo: "Hoje sou brasileiro", disse.

Os músicos, incluindo Fred Castro, baterista dos Raimundos, o percussionista Guga Machado e os próprios Andrés, nas guitarras, levaram bem o setlist que começou com o tema de "Halloween, a noite do terror" (1978), composto por John Carpenter.

"Sabbath bloody Sabbath", do Black Sabbath (do longa "Blood Sabbath", de 1972), veio em seguida, ainda com o público mais observando - inclusive o telão, ao fundo, com cenas dos clássicos.

"Pet Sematary" (de "O cemitério maldito", 1989) foi a primeira a sacudir timidamente a plateia, com os infalíveis Ramones.

As duas seguintes levaram de volta ao Sunset o clima para espectadores de cinema - um ótimo cinema, no caso. Primeiro, o tema composto por Krzysztof Komeda para "O bebê de Rosemary" (1968), de Roman Polanski. Em seguida, o clássico tema de "Psicose" (1960), de Alfred Hitchcock, composto por Bernard Herrmann.

Depois de homenagem a Zé do Caixão, o bom humor continuou com a música de "Caça-fantasmas" (1984), de autoria de Elmer Bernstein. O público acompanhou o refrão em coro: "Gostbusters!".
Perto do fim da apresentação, o Clássicos do Terror tocou tema de "A profecia" (1976), filme de John Moore com trilha de Jerry Goldsmith.
Quando parecia que o show terminaria sem grandes momentos de empolgação, o repertório foi certeiro nas duas últimas músicas, de bandas campeãs de bilheteria. "Bark at the moon" (1984), de Ozzy Osbourne, e, principalmente, "Hallowed Be Thy Name", do Iron Maiden, finalmente tiraram os fãs de metal do chão - ponto para o roteirista.

Apresentação do Clássicos do Terror teve covers de Ramones, Ozzy Osbourne, Black Sabbath e Iron Maiden (Foto: Luciano Oliveira/G1)