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quarta-feira, 30 de março de 2016

No aniversário de 71 anos, Eric Clapton, nos presenteia com single do novo disco! Vem ouvir!

ESSA IMAGEM

No aniversário de 71 anos, Eric Clapton, Músico e compositor britânico, para a nossa alegria, nos presenteia com o single Can’t let you do it quefoi liberado em seu perfil no Spotify, e você pode conferir abaixo. 



Seu mais novo trabalho contou com Glyn Johns, produtor de bandas como Rolling Stones, The Eagles, Led Zeppelin, com quem não trabalhava desde a década de 70, e que foi o responsável pela produção de seu álbum “Slowhand”, de 1977. Essa parceria alegrou aos fãs e principalmente a Clapton, que demonstrou em uma entrevista estar bastante contente por poder fazer esse trabalho com Johns próximo de celebrar os 40 anos do álbum que produziram em conjunto.

Com o nome de “I still Do”, esse é seu vigésimo terceiro disco na carreira. Contando com participações do ex-Beatle George Harrison em uma das faixas, que foi creditado como Angelo Mysterioso por questões contratuais, o álbum também conta com a participação de músicos como o baterista Henry Spinetti, o baixista Dave Bronze, o guitarrista Andy Fairweather Low e o tecladista Paul Carrack compondo a banda.

Nesse álbum, terão canções originais do cantor e versões. Ou seja, uma mescla de músicas originais com versões de suas músicas através de artistas contemporâneos e influências, como Bob Dylan em I Dreamed I Saw St. Augustine.

A lista de músicas contidas nesse disco, estão listadas abaixo:
Alabama Woman Blues
Can’t Let You Do It
I Will Be There
Spiral
Catch the Blues
Cypress Grove
Little Man, You’ve Had a Busy Day
Stones in My Passway
I Dreamed I Saw St. Augustine
I’ll Be Alright
Somebody’s Knockin’
I’ll Be Seeing You

Um detalhe muito bacana foi a escolha da capa. Produzida pelo mesmo artista responsável pela capa do icônico “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles, Peter Blake.


UM POUCO DA SUA HISTÓRIA.

No dia 30 de março de 1945 nascia, em Ripley, na Inglaterra, Eric Patrick Clapton, cantor, compositor e considerado o segundo melhor guitarrista do mundo pela revista norte-americana Rolling Stone. Com raízes ligadas ao blues, apesar de ter variado o seu estilo ao longo da carreira, ele tem entre suas músicas mais conhecidas "Layla", "Wonderful Tonight" e “Tears in Heaven”. Antes de partir para a carreira solo, Eric Clapton fez parte das bandas Yardbirds, John Mayall & the Bluesbreakers, Cream e Blind Faith. Seu primeiro disco solo foi lançado em 1970. 
Clapton viveu uma época de profunda efervescência musical em Londres, onde conviveu com integrantes dos Beatles, Rolling Stones e Jimi Hendrix. Contudo, sua vida pessoal passava por problemas, como abuso de drogas e álcool, além de uma paixão avassaladora por Pattie Boyd-Harrison, então esposa do seu amigo George Harrison. Depois que ela deixou o Beatle, Clapton se casou com Pattie, mas alguns anos depois eles se separaram. Mais tarde, ele viveu outro drama em sua vida. No dia 27 de agosto de 1990, o guitarrista Stevie Ray Vaughan (que estava em turnê com Eric) e dois membros de sua equipe de apoio morreram em um acidente de helicóptero. No ano seguinte, em 20 de março de 1991, Conor, filho de quatro anos de Clapton com a modelo italiana Lori Del Santo, morreu depois de cair da janela de um apartamento. Em outubro de 2007, ele publicou um livro autobiográfico, editado em 12 idiomas.


segunda-feira, 28 de março de 2016

Liniker: Aos 20 anos, cantor, negro, pobre e gay é dono da nova voz brasileira do soul Otros. Leia sua entrevista e assista seus videos.


“Liniker” é um projeto musical que traduz a blackmusic e o soul para uma linguagem contemporânea brasileira, com composições autorais em português que trazem como tema central as relações e o amor. Com arranjos que mostram uma guitarra funkeada, baixo e bateria swingada, os sopros sempre presentes, o projeto se apresenta com o intuito de fazer o público dançar e cantar juntos.

Apresentando as obras de seu EP de lançamento, “Cru”, o público verá e ouvirá no palco letras que falam do hoje, da geração do artista, seus amores, seu entendimento sobre gênero e identidade, tratando de assuntos que o atravessam e fazem o corpo dançar.



Liniker Barros.

Uma voz poderosa, no tom grave e levemente rouco típico dos artistas de soul, anda circulando pelas redes sociais, cantando em bom português. Ela é negra, vai para cima e para baixo sem dificuldades e já entrou pelos ouvidos de milhões de internautas, convidando-os a swingar ao som de um EP, Cru, lançado menos de um mês atrás. O dono dela tem nome: Liniker – como Gary Lineker, o jogador de futebol britânico que brilhou numa Copa do Mundo poucos anos antes de seu xará brasileiro nascer, em 1995. Porém, mais que tudo, o dono da voz tempresença e sabe o que quer.

“Um dos meus maiores desejos como artista é: bote para fora quem você é, não tem problema”, diz o cantor e compositor de Araraquara – cujo batom roxo e cintilante faz contraste perfeito com a pele negra e cuja barba em forma de cadeado fazem suas grandes argolas prateadas luzirem ainda mais. Liniker, do alto de seus 20 anos, tem estilo bem definido, na música e na vida. Conta que quando usou um turbante pela primeira vez, há alguns anos, sentiu que vestia uma coroa.

No circuito da música independente, pode-se dizer que ele já foi coroado, com uma turnê nacional confirmada e outra internacional em vista, ao lado de sua banda, Liniker e os Caramelos. Que não se estranhe que ele estoure também, muito em breve, nos palcos da indústria tradicional. Munido, por um lado, de energia, o filho de Ângela (“minha mãe, minha maior inspiração”) se diz pronto para decolar na carreira artística. De outro, revestido de coragem “em tempos tão opressores”, caminha por Araraquara, Santo André (onde há dois anos estuda teatro) e São Paulo sem medo de ser quem é.

Liniker: “Sou negro, pobre e gay e tenho potência também”


Pergunta. Você estourou, né? E muito rápido.

Resposta. Estourei. Lançamos o EP no dia 15 de outubro, e em uma semana um dos vídeos que gravamos já tinha um milhão de visualizações. Foi surpreendente. Você sempre espera que a coisa vá bem, mas não que aconteça tão rápido assim. Está tudo muito incrível, do tipo “Meu Deus, olha onde a gente está chegando...”.

P. Quando foi que você cantou pela primeira vez e viu que tinha talento para a música?

R. Foi na sexta série. A professora pediu para a gente cantar no dia das mães, acho. Eu cantei, e todo mundo ficou boquiaberto. Sempre gostei de cantar. Mas como minha família é de músicos, ficava quieto, com vergonha. Todo mundo eraprofissa, então eu pensava: “Vou abrir minha boca aqui e cantar? Não”. Depois fui fazer teatro, e a peça era Os Saltimbancos, precisava cantar. Fiz o teste para ser o cachorro, passei e não parei mais. Comecei a investir a fundo no canto depois que entrei no teatro, com uns 15 anos.

P. Seu negócio é mesmo a black music, pelo que mostra seu primeiro disco, ou você se identifica com outros gêneros musicais?


R. Sim. Black music, num sentido amplo do termo, foi o que eu cresci ouvindo. Tenho uma influência muito forte do samba rock por causa da minha mãe, que dava aula de dança desse ritmo pelo interior de São Paulo. Eu sempre estava com ela, dançando na sala, aprendendo os passinhos. E com os meus tios, que são compositores de samba raiz. Um deles já está na carreira há 30 anos. Então, eu cresci com essas influências de música preta. Se eu não fosse músico, com essa família, não sei o que era para ser.


P. Como é a cena musical em Araraquara?

R. Tem muita coisa, desde as bandas sertanejas até as de samba. Também tem muita coisa de rock lá, inclusive um festival que se chama Grito Rock e outro,Araraquara Rock. E aí, tem o chamado Baile do Carmo, com o qual minha família sempre foi muito envolvida. Tem 150 anos, se não me engano, e começou nos quilombos que havia perto de Araraquara. Os negros se reuniam nas fazendas, aproveitando uma data que os patrões deixavam eles usarem o quintal para festejar. Isso foi tomando visibilidade na cidade, a cada ano com novas atrações. São cinco dias: baile de gala, baile black, baile esportivo, jogo e almoço. Então toda a comunidade negra de Araraquara se encontra aí, em julho. É incrível, uma das maiores influências da minha vida.

P. Curioso, porque ao menos quem não é de Araraquara relaciona a cidade com os fazendeiros, os imigrantes italianos, empresas grandes como a Cutrale... Não tanto com a comunidade negra.

R. Verdade. Acho que o Baile do Carmo é o único meio hoje que vai contra o escanteio da cultura negra na cidade. O evento resiste, e a cada ano toma uma potência maior, ainda que falte um pouco de engajamento da própria comunidade negra, na minha opinião. Muitas pessoas em Araraquara nunca ouviram falar do baile na própria cidade.

P. Li que sua mãe é uma grande inspiração para você. Por quê?

R. Sim. Minha mãe é uma mulher incrível. Ela se chama Ângela. Criou meu irmão, que tem 13 anos, e a mim, sozinha, com muito esforço. Tenho pouca relação com o meu pai. Minha mãe, ao contrário, é um grande apoio: aquela pessoa pra frente, aquariana, que pede calma e diz que tudo vai dar certo. A todos os lugares aonde ia, ela fazia questão de me apresentar: “Este é o meu filho, Liniker, a gente está junto aqui”. Uma pessoa muito presente, pé no chão, que vai para a vida. “Vai, segue aí. Não fique na minha saia, por mais que eu vá sofrer”.


P. Fale um pouco sobre o seu primeiro EP, Cru.

R. Comecei a compor aos 16 anos. Eu escrevia cartas de amor também, que não tinha coragem de entregar para os caras de quem gostava. Até que entendi que tinha que botar isso para o mundo, de alguma forma. Ano passado, depois de um ano estudando em São Paulo, fui para Araraquara e conheci o Guilherme Garboso, o baterista da banda até pouco tempo atrás, e disse para ele que queria produzir minhas músicas, que tinha essas letras e precisa que a gente fosse pela vertente do soul e da black music. Queria que as pessoas sentissem como eu me sinto quando escuto esse tipo de música: uma coisa que pulsa, que não tem como conter. Começamos a trabalhar em fevereiro e ensaiamos até julho. Em outubro, lançamos o EP com três músicas: Louise do Brésil, Zero e Caeu. Todo o processo foi muito colaborativo, como minha experiência de estudo na Escola Livre de Teatro de Santo André. Convidamos pessoas que queriam trocar artisticamente e aí rolou de forma muito orgânica.

P. Quais são suas referências musicais?

R. Clube do Balanço, total. Cartola. Pela Etta James sou tarado. Pela Nina Simone também. Amo todos os classicões do samba... E Caetano, Gil, Gal. Gosto da nossa música, que tento juntar com a de fora. Escuto muita coisa atual também, como a Tulipa Ruiz e a Tássia Reis, que é uma rapper nova. E os meus tios, né? São meu poço de inspiração sempre. Se não fosse por eles…

P. Seu trabalho musical parece vir acompanhado de uma preocupação estética.

R. Sim. Queríamos que o EP fosse uma coisa íntima, então gravamos ao vivo. Para captar o momento, o cru mesmo. As músicas ficaram muito cênicas, assim como o arranjo e a interpretação. E aí estou de batom, de brincão… Eu me visto assim no meu dia a dia e sentia que precisava mostrar isso para o público, ser o mais transparente possível. Por que colocar uma calça jeans e uma camiseta e mostrar meu trabalho só com a voz? Meu corpo é um corpo político. Preciso mostrar para as pessoas o que estou passando. “Este é o Liniker, um cara pode usar um batom, turbante e cantar”. Isso não me distancia de nada. Sou um artista deste porte.

P. Usar roupas ditas femininas nunca causou problemas a você, por causa da reação de outras pessoas?

R. Sempre quis usar as roupas da minha mãe, mas não fazia isso, sobretudo em Araraquara, uma cidade pequena, porque ia ser hostilizado. Ia para um brechó, queria um vestido, um brinco, mas não comprava… Comigo mesmo eu estava bem, o problema era a cidade. Meu processo desatou depois de sair de casa e me sentir mais liberto. Pensei: “Agora que estou construindo minha liberdade, se eu não puder ser quem eu sou e vestir o que quero, não vai adiantar de nada”. Comecei a usar batom e saia e a sair na rua com essas roupas. Aí fui para Araraquara pela primeira vez pensando “vou mostrar para eles quem sou”. Um tio meu me questionou, queria saber o que estava acontecendo e me deu uma roupa dele – “para você saber como homem se veste”. Agradeci, mas disse que não ia usar. E minha mãe me defendeu: “Deixa o Liniker, ele é um artista”. Ela falou que as pessoas iam falar, mas que a gente estava juntos. Se minha mãe, que tinha me criado, estava tranquila, tudo estava bem e “o resto que se foda”. Uma vez fui para casa e quando voltei, encontrei um rímel de presente que ela colocou na minha bolsa. Que fofa.

P. Você disse que seu corpo é político. O que você gostaria de transmitir com ele?

R. Neste momento de tanta opressão, me colocar assim, com essa força, é muito importante. As pessoas precisam saber que eu sou negro, pobre e gay e posso ter uma potência também. Sou um artista que se expressa assim. Então, se você está aí, se sente reprimido e tem vontade de colocar seus demônios para fora, mostrar quem você realmente é, coloque-se. Esse é um dos meus maiores desejos como artista desta geração.

P. É preciso ser corajoso também.

R. Nunca me bateram, graças a Deus. Mas fui muito agredido verbalmente. No metrô, você está tranquila e tem um cara com um celular, tentando disfarçar o fato de que está te fotografando. É muito escroto. Está invadindo o meu espaço. Não faz sentido. Um motoqueiro na rua uma vez falou: “Vou te comer, vem cá!”. Acho que é preciso ser corajoso. Não posso deixar que isso me reprima. Não sou essa pessoa.

P. Você tem alguma mensagem para pessoas conservadoras como o deputado Eduardo Cunha, que é contra o aborto, a pílula e os gays?
R. O corpo é meu. Eu que tenho liberdade sobre ele. Se tenho minha inteireza, por que você quer colocar seu bedelho em mim? Quem é você para ditar regras que eu tenho que seguir? Cada um é cada um, cada corpo é uma história.




Feliz aniversário Elton John, e um pouco da sua história.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Exposição: The Beatles Experience chega ao Brasil em agosto, veja video.

Chega ao Brasil em agosto a The Beatles Experience, exposição dedicada ao grupo inglês que promete ser a maior e mais completa do mundo em se tratando de Beatles.

A exposição é uma iniciativa de dois brasileiros que trabalharam junto ao governo britânico para dar vida ao projeto. A ideia nasceu durante o Rock in Rio 2013, quando Carlos Gualberto chamou a banda All You Need is Love, que toca músicas dos Beatles, para se apresentar na Rock Street, espaço da Cidade do Rock que, naquele ano, foi dedicado à Inglaterra. A Gualberto, mais tarde, se uniu Christian Tedesco. Juntos idealizaram The Beatles Experience.

Além de itens exclusivos e raros que serão apresentados ao público, a exposição contará com tecnologia 3D e realidade virtual para recriar locais importantes na carreira do grupo. O visitante poderá passear por locais como o Cavern Club e o Abbey Road Studios. Além disso, a banda All You Need is Love irá tocar em cima de um prédio virtual, dentro da exposição, simulando a apresentação dos Beatles no topo da Apple Records, em 1969.


The Beatles faz seu último show no topo do prédio da Apple Records
A exposição, cuja montagem custou R$ 16 milhões, chega ao Brasil em agosto, quando será montada no estacionamento do Shopping Eldorado, na capital paulista. The Beatles Experience fica em cartaz de 20 de agosto a 08 de novembro. Depois de São Paulo, a exposição segue para outros países. Os valores dos ingressos ainda não foram divulgados.


Você pode relembrar a performance histórica da banda no vídeo abaixo que saiu como parte da coleção Beatles 1 com clipes restaurados e em altíssima qualidade.

sábado, 19 de março de 2016

Roda de samba Cacique de Ramos dia 13 abril.




A mais tradicional roda de samba do Brasil, como praxe, contou com a alegria da família Caciqueana que se reuniu no Doce Refúgio, o lar de todos aqueles que amam o samba.
Nem mesmo as fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro foram suficientes para aplacar o calor dos corações caciqueanos de todo o Brasil, o que mostra que o Cacique, apesar de Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro, possui vocação nacional em razão da defesa intransigente do Samba como sua expressão máxima. Neste domingo, passado, Bira Presidente e sua Diretoria de Ouro receberam, entre outros, caciqueanos de BH, Curitiba, Manaus, Fortaleza, Joinville e São Paulo.
O Templo Sagrado do Samba, mantendo sua tradição de ser local de reunião de famílias em torno de respeito e do samba, contou com a presença da simpática família de Marquynhos Sensação, que lá esteve para receber a energia da Tamarineira Sagrada e apresentar seu filho Marcos César. Acompanhado do Cacique Maior da Tribo do Samba, Marquynhos falou ao público sobre a volta do Grupo Sensação e abrilhantou a noite compartilhando seu talento ao interpretar muitos de seus sucessos. Tudo isso sob os olhos atentos e orgulhosos de sua mãe.
A agradável noite ainda contou com o talento de Moisés Santiago, compositor de consagrados sambas na voz dos grandes e que prepara um novo CD em que interpreta suas obras, muitas inéditas, mas com mesma pegada que o tornou um dos mais respeitados "canetas" do samba.
Como diz o ditado: soldado no quartel quer trabalho!
Uma das vozes do Cacique de Ramos na Avenida, Ribeirinho também é frequentador das rodas de samba, compartilhou a mesma alegria do carnaval e mostrou que é cantor que executa de modo sublime as diversas variações do samba. Da mesma forma o fez Alexandre D’Mendes, outra voz que embala dos foliões nos carnavais do Cacique e que, em razão do amor ao samba, não poderia deixar de fazê-lo no Templo Sagrado.
Sambista da nova geração da Tamarineira, Anderson Ribeiro está ganhando espaço com suas composições. Sua aparente tranquilidade fora dos palcos se transforma quando o assunto é samba. E ele falou bonito, recebendo o carinho do público.
O Quinteto Cacique, contagiado pela energia da quadra e da Tamarineira Sagrada, encerrou a noite em alto astral, com homenagens às escolas de samba campeãs do Carnaval Carioca de 2016. A corte do Cacique de Ramos e a Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro Clara Paixão – representante do Cacique de Ramos pelo título de Rainha do Carnaval Carioca e que há 2 anos figura no posto máximo da Corte de Momo - desfilavam beleza e simpatia, com muito samba no pé. Muito marmanjo levou beliscão das esposas e namoradas tamanha a beleza dessas Caciqueanas.
Nesse clima de descontração, o Cacique Maior da Tribo do Samba convidou a toda Família Caciqueana para a Feijoada do Cacique de Ramos, sempre no terceiro domingo de cada mês, com início às 13 horas.
Em 20 de março, pelo talento e respeito ao samba, serão homenageados Fred Camacho e Marcelinho Moreira, jovens que merecem a chancela Made In Tamarineira!
Bira Presidente, muito emocionado, ainda lembrou do início da história das rodas de samba no Cacique de Ramos, da qual os grandes nomes do samba partiram para ganhar o mundo e até Marte! O Pagode da Tamarineira se tornou tradicionalíssimo às quartas-feiras. E o Templo Maior do Samba, ao completar 55 anos de existência, não poderia deixar de homenagear esse marco de defesa do samba e da cultura, reeditando o Pagode da Tamarineira com a presença dos mais doces frutos dela brotados. Em março lá esteve presente Zeca Pagodinho. Em abril, uma das pessoas mais importantes na defesa e divulgação do samba e dos jovens sambistas à época, será festejada: Beth Carvalho, a Madrinha do Cacique de Ramos e do Grupo Fundo de Quintal estará no Doce Refúgio no dia 12 de abril, quarta-feira! E, como naquela época, será ciceroneada por seus afilhados do Fundo de Quintal em mais uma noite para entrar para a história.
Viva o samba!

Fonte: Cacique de Ramos 

Iron maiden: Arrasa no Rio, agora vem Bh, Brasília, Fortaleza e SP.

IRON MAIDEN hsbc RIO 2016 PHOTOS BY ®Marcos Hermes-667


A banda ainda passará por Belo Horizonte (na Esplanada do Mineirão, hoje); Brasília (no Ginásio Nilson Nelson, em 22 de março); Fortaleza (na Arena do Centro de Formação Olímpica, em 24 de março) e São Paulo (no Allianz Parque, em 26 de março). Se os próximos shows forem como o primeiro, no Rio de Janeiro, a turnê de 2016 será inesquecível!

Nem mesmo os shows simultâneos (Simply Red e Wesley Safadão) na região da Barra da Tijuca e o trânsito caótico impediram 13 mil pessoas de lotarem a HSBC Arena e desfrutarem do grande espetáculo que a banda apresentou na noite de ontem (17). Espetáculo é o nome perfeito para descrever esse show da turnê The Book of Souls, pois o Iron Maiden transforma o palco em uma grande peça teatral, com todos os requisitos. Cenografia baseada em arquitetura Inca, figurino baseado em períodos medievais, góticos e soldados ingleses, além da belíssima iluminação e pirotecnia. A estrutura é de impactar qualquer pessoa presente, principalmente no momento em que o boneco Eddie surge, gigantesco, no palco e emociona toda a multidão de fãs.



Mesmo depois de passar por problemas de saúde, o vocalista Bruce Dickinson se mostrou totalmente recuperado e super disposto em percorrer todos os cantos daquele palco sem perder a voz ou o fôlego. Em “Children Of The Damned” não ficaram dúvidas sobre a recuperação de Bruce, já que toda a sua potência vocal estava ali exposta. O setlist foi em boa parte composto pelo novo CD no qual o público cantava junto como se fossem clássicos já consagrados, formando um coro de fãs emocionados. Principalmente em “The Red And The Black” que teve direito a performance instrumental de enlouquecer os amantes do rock.



Com o clássico “Fear Of The Dark” e a excelente música estilo celta “Blood Brothers” que eles ganharam de vez o público. Para finalizar, fizeram com que o público matasse a saudade de “Wasted Years”, grande sucesso do Iron Maiden da década de 80. Apesar da constante presença do Iron Maiden em solo brasileiro, o amor dos fãs brasileiros pela banda é inesgotável, o público marcou presença e tornou o show extremamente emocionante e alto astral. Era nítido que tanto a banda, quanto a plateia estavam se divertindo pra valer!

Ao ver bandeiras brasileiras, Bruce, comentou sobre as notícias que tem visto nos últimos dias e disse:


“Só espero que os caras maus se fodam, quem quer que sejam.”

“Desejo que tudo dê certo para os brasileiros, os admiro muito”

Bruce, somos nós que admiramos vocês! Guerreiros, fantásticos, teatrais, cheios de energia e com fãs eternamente apaixonados.


Fonte: Midiorama

quinta-feira, 17 de março de 2016

Elis Regina: A cantora, que nos deixava há 34 anos, Ontem (17) faria 71 anos. leia um pouco da sua história.

























         Elis Regina em julho de 1981


Na manhã de 19 de janeiro de 1982,Elis Regina foi encontrada caída no chão de seu apartamento no Jardim Paulista, bairro nobre de São Paulo, pelo então namorado, o advogado Samuel MacDowell. Levada ao vizinho Hospital das Clínicas, já chegou sem vida. A causa da morte: uma mistura letal de cocaína e álcool. Ela tinha apenas 36 anos.

Na época, os familiares de Elis contestaram o laudo médico, na tentativa de proteger sua imagem. "Ela foi vítima de uma overdose. Não há mistério. Não há polêmica", afirma Regina Echeverria, amiga da cantora e autora da biografia "Furacão Elis". "Eu sei que a família não gosta de discutir esse assunto. Mas não podemos mentir sobre a morte dela".

Na noite anterior à sua morte, Elis e MacDowell haviam recebido amigos no apartamento da rua Melo Alves. Os convidados saíram por volta das 21h e MacDowell, algumas horas depois - Elis queria ficar sozinha para ouvir músicas do disco que se preparava para gravar. Mais tarde, ela e o namorado ainda conversaram rapidamente por telefone.

Na manhã seguinte, eles voltaram a falar por telefone. Ao final da conversa, MacDowell preocupou-se porque Elis começou a dizer palavras ininteligíveis. Pegou um táxi para o apartamento e só conseguiu encontrar Elis depois de arrombar duas portas - ela estava trancada no quarto. Após tentativas frustradas de reanimar a cantora e chamar uma ambulância, decidiu levá-la ao hospital de táxi.



Corpo de Elis Regina é velado no Teatro Bandeirantes

O resultado da autópsia, apontando a mistura de cocaína e álcool como causa da morte, veio dois dias depois. "Foi um choque porque a Elis era preconceituosa com drogas. Ela usou por um período curto e intenso", conta Regina Echeverria. Seu corpo foi velado no Teatro Bandeirantes, em São Paulo, mesmo local em que havia apresentado seu show mais marcante, "Falso Brilhante", entre 1975 e 1977.

Terminava assim a vida daquela que, havia quase duas décadas, era considerada a maior cantora do Brasil.

Nascida em 17 de março de 1945 em Porto Alegre, Elis Regina Carvalho Costa começou a cantar aos 11 anos, em programas de rádio. Entre 1961 e 1963, lançou quatro discos, mas só começou a fazer sucesso quando deixou o Rio Grande do Sul, em 1964.

No ano seguinte, veio o estouro nacional: interpretando "Arrastão", de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, Elis venceu o primeiro Festival de Música Popular Brasileira. Foi convidada por Solano Ribeiro, diretor do evento. Ele a viu pela primeira vez no lendário Beco das Garrafas, principal palco da bossa nova no Rio de Janeiro. "Foi uma coisa impactante", lembra.


Solano desmente a lenda de que Elis era uma completa desconhecida antes daquele festival. "Ela já fazia muitos shows em São Paulo e no Rio e também fazia bastante sucesso com [a música] 'Menino das Laranjas'. Foi absolutamente natural que ela cantasse no festival", explica. "Como ela já vinha cantando músicas do Edu Lobo, achei que ela se sairia muito bem com 'Arrastão'."



Elis Regina em 1981Saiu-se tão bem que ganhou o primeiro lugar. Ganhou também o maldoso apelido de "eliscóptero", por cantar balançando os braços. Até o final dos anos 1960, participou de mais cinco festivais, quatro como intérprete e uma como integrante do júri. Em 1967, ganhou o prêmio de melhor intérprete, com "O Cantador". Em 1968, venceu a primeira Bienal do Samba, com "Lapinha".
Nessa mesma época, liderou uma passeata contra a presença de guitarras na música brasileira. Pouco depois, gravou uma série de discos cheios de guitarras. No começo dos anos 1970, cantou o hino nacional nas comemorações dos 160 anos da Independência do Brasil capitaneadas pela ditadura militar. Nos anos seguintes, deu voz a músicas que criticavam essa mesma ditadura.


Gênio Forte

Contraditória? Elis era assim. Sua personalidade misturava coragem e insegurança em doses iguais. "Ela se arriscava sem medo", recorda Guilherme Arantes. Ele e Elis tiveram um curto romance no início dos anos 1980, após a cantora terminar seu casamento com o músico Cesar Camargo Mariano. "Foi uma época conturbada. Ela tinha acabado de se separar, eu também. Não era o momento", diz.

Sua coragem se manifestava, por exemplo, nas apostas em compositores até então desconhecidos (Milton Nascimento e João Bosco são dois exemplos) e na decisão de ter total controle sobre sua carreira. "É preciso contextualizar. Na época, ainda havia muito preconceito contra as mulheres. Os executivos das gravadoras eram extremamente machistas. E ela combatia tudo isso", explica Guilherme.


Solano Ribeiro define assim a personalidade de Elis: "Ela não se conformava". Daí vêm as incontáveis histórias sobre o gênio forte da cantora, que lhe valeram o apelido de "Pimentinha". "Você realmente não podia pisar no calo dela", reconhece Regina Echeverria. Para Renato Teixeira, de quem Elis gravou "Romaria", a fama é injusta. "Ela só brigava quando tinha um bom motivo", diz.

Insegurança

Muito da imagem de briguenta vinha de pura insegurança. Elis era competitiva ("Ela não admitia estar em segundo lugar", define Solano Ribeiro) e, por isso, vivia em constante receio de não ser a melhor. Daí vinha a possessividade com compositores e músicos - o baterista Dudu Portes, por exemplo, lembra que Elis proibia que sua banda tocasse com outros artistas, em especial cantoras.

Talvez a melhor forma de definir Elis Regina seja através de frases da própria Elis Regina. "Morro de medo. Faço todos os espetáculos me borrando de medo. Todos os dias", disse certa vez. Em outra oportunidade, afirmou: "Se ser geniosa, exigente e não gostar de ser passada para trás é ser mau caráter, então eu sou". Ou então: "Sempre vou viver como kamikaze. Isso me faz ficar de pé."

Elis Regina: uma "garimpeira" da música brasileira

Cantora impulsionou a carreira de compositores como Guilherme Arantes e Renato Teixeira, Milton Nascimento, João Bosco, Gilberto Gil, Renato Teixeira, Ivan Lins e muitos outros. Elis Regina praticamente não tem rivais quando o assunto é revelar grandes compositores - na música brasileira, talvez só Nara Leão tenha um currículo tão impressionante. O título de melhor cantora do Brasil fazia com que muitos autores a procurassem. Mas o mais comum era a própria Elis buscar repertório.

Ela corria atrás", resume Guilherme Arantes . Em 1980, ele teve duas canções gravadas pela artista, "Aprendendo a Jogar" e "Só Deus É Quem Sabe".

"Um dia tocou o telefone. Era a Elis. Ela falou: 'Eu sou a Elis Regina e quero uma música'. Na hora fui para o Rio de Janeiro encontrá-la", conta. "Ela me deu uma tarefa: fazer uma canção para estourar nas rádios". O resultado foi "Aprendendo a Jogar".

Renato Teixeira conta uma história parecida. "Eu tinha uma produtora de jingles que ficava em frente ao Teatro Bandeirantes, na época em que ela apresentava o show 'Falso Brilhante' lá", lembra. "Como os músicos da banda dela gravavam os jingles comigo, a gente acabou se conhecendo. Um dia, ela me disse que estava preparando um disco e me pediu algumas composições. Eu deixei uma fita com oito músicas com ela."

Uma das músicas era "Romaria", que Elis gravou em 1977 e transformou-se num dos pontos altos de sua carreira. O contato com Elis mudou a vida de Renato.

aquela época, eu havia desistido da carreira musical e virei publicitário. Estava compondo para mim mesmo, sem preocupação se ia fazer sucesso ou não", explica. "Depois do sucesso de 'Romaria', eu me tornei um nome conhecido e apareceram convites para gravar meus próprios discos."

No caso de Guilherme Arantes, o impacto também foi grande. Ele já era um cantor conhecido no Brasil por causa de músicas como "Amanhã", mas após passar pela voz de Elis ele mudou de patamar.



"Ela deu um upgrade na minha carreira. E na minha vida", afirma. "De repente, as portas se abriram. Outras cantoras passaram a me procurar. E pessoas que não respeitavam o meu trabalho passaram a respeitar."
Para Guilherme, Elis foi a maior "garimpeira" da música brasileira. Já Renato enaltece o sua "sensibilidade aguçadíssima" para escolher o que cantar. Entre as pessoas que tocaram com ela, os elogios também são a norma. "Ela deixava os músicos criarem. Por isso mesmo, ela também apertava. Exigia conhecimento e criatividade, porque na hora H ela te largava sozinho para se virar", diz Dudu Portes, baterista da cantora nos anos 1970.


O reverso da moeda era a possessividade de Elis. "Ela falava: eu revelei, eu criei, eu inventei", explica Dudu. "Era tão apegada que, quando descobria que estávamos fazendo gravações para outros artistas, ficava com um bico enorme. Teve até caso de entrar em estúdio e rodar a baiana", completa. "Era um amor possessivo, mas muito gostoso. Com a Elis, a coisa era de verdade. Tanto que todo mundo queria tocar com ela."