radio verdade

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Você conhece toda a daiscografia do Djvan nos Anos80?




Você conhece toda a discografia do Djavan nos Anos80? A boa notícia é que, a partir de novembro, você poderá ter todos esses álbuns remasterizados e reunidos em um só lugar: na CaixaDjavan! Isso 
Curtiu?  Álbum preferido lançado na década de 80!sem falar em outros 10 discos da carreira do artista, mais dois inéditos.


"São quase mil minutos de música, um livreto com 200 páginas e letras de todas as 236 canções." Os números da primeira caixa da obra de Djavan impressionam.

Meus Livros (Wilson Feyjão)


Feira do Livro em POA






60º Feira do Livro

          PROGRAMAÇÃO INFANTIL E JUVENIL


SEXTA, 31 DE OUTUBRO . BIBLIOTECA MOACYR SCLIAR . 09H
DIA DAS BRUXAS, DOS SACIS E DE OUTRAS CRIATURAS HORRIPILANTES

9h às 21h
Dia das bruxas, dos sacis e de outras criaturas horripilantes
Mostra de livros e contação de histórias

AGENDAMENTO ESCOLAR






SEXTA, 07 DE NOVEMBRO . TENDA DE PASÁRGADA . 14H
O AUTOR NO PALCO: MAURÍCIO DE SOUZA

O Autor no Palco
Maurício de Souza
Para alunos do ensino fundamental
(Agendamento de turmas)






TERÇA, 11 DE NOVEMBRO . QG DOS PITOCOS . 15H30
PEDRÃO QUEBRA PEDRA

Pedrão Quebra Pedra
Contação de histórias com Mônika Papescu e João Luiz do Couto
(Agendamento de turmas)



SEXTA, 14 DE NOVEMBRO . TEATRO SANCHO PANÇA . 20H
O AUTOR NO PALCO COM ELISA LUCINDA

O Autor no Palco com Elisa Lucinda
Para alunos da Educação de Jovens e Adultos
(Agendamento de turmas)



SEXTA, 14 DE NOVEMBRO

O Autor no Palco com Sônia Rosa
Teatro Sancho Pança (15h30)

SEXTA, 14 DE NOVEMBRO

Encontro com o autor: Fernando Nuno
Casa do Pensamento (15h30)




SEXTA, 14 DE NOVEMBRO

O Autor no Palco com Ilan BrenmanTeatro Sancho Pança (10h30)





SEXTA, 14 DE NOVEMBRO

O Autor no Palco com Gláucia de Souza
Teatro Sancho Pança (14h)




SEXTA, 14 DE NOVEMBRO

Encontro com o autor: Eloar Guazzelli
Casa do Pensamento (14h)




SEXTA, 14 DE NOVEMBRO

Encontro com autor: Luiz Coronel
Praça de Autógrafos (10h30)





SEXTA, 14 DE NOVEMBRO

Um reino todo quadrado, de Caio Riter
QG dos Pitocos (10h30)

Unidos da Tijuca já definiu seu hino para o próximo Carnaval

Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca



G.R.E.S. Unidos da Tijuca optou pela fusão entre os sambas 06, parceria de Josemar Manfredini, Fadico, Dandan do Samba e Carlinhos, e o samba 11, parceria de Gustavinho Oliveira, Caio Alves, Rafael Tinguinha e Cosminho, para compor o hino que embalará agremiação no próximo desfile com o enredo "Um conto marcado no tempo - O olhar suíço de Clóvis Bornay".

Confira a letra do nosso samba-enredo:

Samba tocado por poloneses ganha destaque em Gdansk




 
Sambista - (Foto:Rodrigo Cerqueira)


Horas antes de Espanha e Itália, neste domingo, em Gdansk (POL), pelo Grupo C da Eurocopa, um som muito alto e animado chamava a atenção de quem passava pelas cercanias do estádio. Para os brasileiros, uma doce lembrança. Se tratava de samba, tocado por poloneses que amam o ritmo brasileiro.
Vários instrumentos utilizados no samba brasileiro foram importados pelos poloneses: surdo, pandeiro, tamborim... Havia também um grupo que completava o som com trompetes. As alças dos instrumentos eram todas nas cores verde, amarela, azul e branca. E em um dos pandeiros havia o nome de mestre Jorjão, famoso mestre de bateria em escolas de samba do Rio de Janeiro.

O mestre de bateria do "Grupo de Samba", nome de batismo do grupo, segundo seus integrantes, também tentava imitar ao máximo o trabalho
dos mestres brazucas. Com apito, gestos com as mãos e olhar atento, ele controlava tudo. E com um simples movimento, alterava toda a percussão da bateria.

Havia também intergrante do grupo com a camisa do Rio de Janeiro, em alusão ao gosto musical de todos. Uma paixão traduzida pelo mestre de bateria polonês quando pediu a atenção de todos e anunciou o que tocariam naquele momento: "Atenção, samba de Rio de Janeiro".

Só faltou mesmo, pelo visto, o bom samba no pé. Ao lado do grupo, quem passava pelo local arriscava uns passos. Mas pouco parecia ao que é feito pelas famosas mulatas das escolas de samba. De qualquer forma, o que mais importava era o som e festa feita por todos em Gdansk.
fonte: Areté Editorial S.A Diário LANCE!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

31 de outubro feira do livro em Porto Alegre


Não esqueçam !!!!!!!!!








SHOWS IMPERDÍVEIS QUE ROLAM ESSA SEMANA EM SÃO PAULO

Apanhador Só

Na sexta-feira, dia 24, o grupo Apanhador Só apresenta as faixas do LP Antes Que Tu Conte Outra noSESC Pompeia. No show, a banda formada por Alexandre Kumpinski, Felipe Zancanaro e Fernão Agra mistura instrumentos convencionais a objetos de sucata e técnicas de circuit bending, numa experiência catártica e lúdica. Um show com ótimo custo-benefício, já que a banda é muito boa e o ingresso está baratinho. A partir das 21h30.

Lulu Santos

Nos dias 24 e 25 de outubro, o cantor e compositor Lulu Santos se apresenta no Teatro Bradesco. No show, o músico mostra as faixas da turnê Toca + Lulu, que conta com um repertório de muitos sucessos, como "Tudo azul", "Já é!", "Tempos modernos", "A cura", "Sábado a noite", "Toda forma de Amor", "Adivinha o que?", "Apenas mais uma de amor", "Como uma Onda" e "Último romântico". Pode passar o tempo que for, que os shows desse cara são sempre muito bons. Vá na fé e preferencialmente acompanhado. A partir das 21h.

Jorge & Mateus

Na sexta-feira, dia 24, a dupla sertaneja Jorge & Mateus sobe ao palco do Espaço das Américas. No show, os músicos apresentam o projeto In Concert, trabalho embalado pelos grandes sucessos dos oito anos de carreira da dupla, como "Pode Chorar", "De Tanto Te Querer", "Voa Beija Flor", "Querendo Te Amar", "Amo Noite E Dia". Para os amantes do sertanejo, esse sem dúvidas é o melhor show da semana. A partir das 21h.

Zeca Baleiro

Por fim, o cantor e compositor Zeca Baleiro faz show gratuito no SESC Campo Limpo neste sábado, dia 25. Acompanhado por um quinteto, o músico maranhense mostra os sucessos e composições do último álbum, O Disco do Ano, lançado em 2012. No repertório de Zeca, estão também hits como "Salão de Beleza", "Babylon", "Telegrama", "Quase Nada" e "Vai De Madureira", além de novas composições, entre elas "Calma Aí, Coração", "Ela Não Se Parece Com Ninguém", "Zás" e "Último Post". Um baita show para quem está sem nenhum tostão. Ouvir o repertório desse talentosíssimo artista de graça é uma verdadeira benção aos durangos. A partir das 20h

SLASH CONFIRMA SHOWS NO BRASIL EM 2015

Guitarrista passará pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo em março


Agora é oficial! O guitarrista Slash e a banda Miles Kennedy & The Conspirators farão seis apresentações no país em março de 2015. De acordo com a produtora Free Pass Entretenimento. As apresentações passarão pelo Rio de Janeiro, no dia 14/03; por Belo Horizonte, em 15/03; Brasília, no dia 16/03; Curitiba, em 19/03; Porto Alegre, no dia 20/03; e finalmente por São Paulo, no dia 22/03.

Os shows fazem parte da tour de divulgação do novo álbum World on Fire, que será lançado no dia 27 de outubro, pelo selo Dik Hayd International. Com a faixa-título como o primeiro single, o trabalho é o terceiro álbum solo do guitarrista ao lado de sua banda formada por Myles Kennedy (vocal), Brent Fitz (bateria) e Todd Kerns (baixo)

A nova música brasileira está dando o que falar lá fora

Estes artistas estão figurando entre os maiores veículos de mídia da gringa como as principais vozes do cenário nacional da atualidade, representando em grande estilo a diversidade da música brasileira e mudando suas feições aos olhos dos estrangeiros. Confira abaixo quem são algumas destas estrelas e o que andam dizendo sobre elas Brasil afora.
O trio formado no início desta década por Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França está no segundo álbum e já conquistou o coração dos críticos gringos. Metal Metal, que é de 2012, mas foi lançado apenas neste ano para o resto do mundo, recebeu honrosas quatro estrelas na avaliação do jornal inglês The Guardian e também foi citado pelo The Independent como um sério concorrente a melhor álbum de 2014. 

Karol Conka 

hip hop brasileiro também representa lá fora. Em abril deste ano a edição americana da revista Rolling Stone colocou a cantora na lista dos 10 seletos novos artistas que precisam ser conhecidos pelo grande público. A rapper curitibana, que despontou no Brasil com a música Boa Noite, do álbum Batuk Freak, está atualmente retornando de uma turnê pela Europa, que passou por países como França, Alemanha, Inglaterra e Viena.

Bixiga 70 

A banda brasileira de Afrobeat também é um bom exemplo de que a música brasileira está mudando de cara lá fora. Recém saídos de uma turnê internacional que passou por lugares como França, Marrocos, Alemanha e Bélgica, o grupo foi recomendado pela revista inglesa Songline como a melhor banda brasileira atual a ser conhecida, seguida por Karol Conka, Criolo, Curumim, Dom La Nena, Garotas Suecas, Dona Onete, Otis Trio, Tiganá Santana e Tulipa Ruiz.

Lançamentos cinemax



Cinemark Brasil

FILMES | Próximos Lançamentos

O Grande Kilapy

O Grande Kilapy

Elenco: Lázaro Ramos; Pedro Hossi; João Lagarto; Hermila Guedes; Antonio Pitanga
Direção: Zezé Gamboa
Distribuidor: Imovision

O Melhor de Mim

O Melhor de Mim

Elenco: Michelle Monaghan, James Marsden, Liana Liberato, Luke Bracey, Gerald McRaney, Caroline Goodall, Schuyler Fisk, Jon Tenney
Direção: Michael Hoffman
Distribuidor: Imagem Filmes

Tim Maia

Tim Maia

Elenco: Babu Santana, Róbson Nunes, Alinne Moraes, Cauã Reymond, Laila Zaid, Alice Braga, Luis Lobianco, George Sauma
Direção: Mauro Lima
Distribuidor: P

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dezoito anos sem Renato Russo

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Dezoito anos sem Renato Russo: relembre as polêmicas frases do compositor

Por: Luciana Flores



Neste sábado (11), completou 18 anos que o Brasil perdeu um dos maiores compositores e intérpretes do rock nacional, Renato Russo. Para comemorar a data, várias homenagens foram feitas Brasil afora. Segundo o site oficial do cantor, criado por seu filho, Giuliano Manfredini, através da Legião Urbana Produções Artísticas, fã-clubes de todo o país se mobilizaram para realizar diversos encontros ‘legionários’ para manter vivo o legado do artista.

A lista de eventos foi enorme em todo o país na data em que o ídolo faria 54 anos: teve o 7º Encontro Legionário de Brasília; as bandas Black Code e Mandrake farão um tributo em Manaus; o 2º Encontro Legionário de Blumenau (SC); o cantor Renato Giraldi faz um show com repertório em homenagem a Renato no Star Cultura, no bairro Limão (SP); a banda Mais do Mesmo fará duas horas de show no Teatro Rival, na Cinelândia (RJ); e no domingo (12), acontecerá o 2º Encontro Legionário da Liberdade, em Belo Horizonte.

E ainda não acabou. Dia 19, em São Matheus, São Paulo, aconteceu o Encontro Legionário Filhos da Revolução, um evento beneficente com Kadu Lambach (o Paraná, primeiro guitarrista da Legião Urbana), que convidou Egypcio (Tijuana/Urbana Legion) para uma participação especial. Além deles, outras cinco bandas de rock 80 participaram do evento.


Renato Russo – 18 anos sem o compositor (Foto: Reprodução site oficial Renato Russo)

Outra ação na data foi o lançamento da Rádio Intérprete, no portal Renato Russo, com um set list de vários artistas que regravaram obras do artista, como Cássia Eller, Biquini Cavadão, Zelia Duncan, Pato Fu, Fagner & Angela Maria, Titãs e Tiago Iorc. “A Radio Interprete mostrou a densidade e profundidade das músicas do meu pai nas vozes de outros intérpretes. São cantores que consideram a obra do Renato Russo e da Legião e isso mostra o quanto as canções que ele deixou para nós são queridas e universais. Quero muito agradecer o carinho de todos e gostaria que as pessoas se sentissem ainda mais próximas a meu pai”, disse Giuliano.

Renato Russo continua contemporâneo, um poeta que escrevia e falava sobre qualquer assunto, politizado, inteligente e sensível. A coluna separou algumas frases do compositor em vários âmbitos e, como política é um assunto superatual, suas conjecturas que nunca vão ficar demodè.



Relembre as polêmicas frases do compositor:
“Censura, não. Nunca! Tudo bem, as pessoas têm o direito de se expressar… Mas ‘mulher é tudo vaca’ é o cúmulo.
“Broxante, para mim, é a estupidez, é a pretensão”.
“A capital das drogas… das drogas e dos suicídios. Mas, tudo bem, não vamos falar mal de Brasília”.
“Olha, a ignorância é vizinha da maldade. Isso é batata. Mas o que está acontecendo no Brasil, eu acho que talvez seja o último estágio. Isso vem desde o descobrimento do Brasil. Para cá vieram ladrão, louco, preso político, entendeu? Essa corja está aí até hoje. O povo, mesmo, está todo mundo ciente disso”.
“Nós já cantamos o caos, a situação desesperadora do país. E, agora, o que resta? O caos continua aí”.
“Eu estava lendo Brecht, depois de anos. Gente, aquilo lá parece que foi um garoto da UnB (Universidade de Brasília) que escreveu! Mas, batata, está tudo lá! Tem uma frase que diz: ‘Quando os governos começam a dizer que não vai ter guerra, é porque a guerra já está acontecendo’.
“A maior agressão para um jovem é morar em Brasilia, você vê todas aquelas coisas acontecendo no Planalto, no Congresso e não pode fazer nada”.
“O pessoal da autoajuda é uma coisa fabulosa. Lembro que frequentei reuniões do grupo Arco-Íris, formado por gays e era muito bom ver que as pessoas se reúnem porque têm um problema em comum e a vontade de vencê-lo”.
“Ora bolas, nós estamos numa sociedade que tem 60 por cento de analfabetos. Eu prefiro falar numa linguagem simples, mas dizendo coisas que realmente me são caras, preciosas, tipo: ‘Disseste que se tua voz fosse igual à imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira’. Isso poderia ter sido escrito há dois mil anos, como pode ter sido escrito agora. Daqui a dois mil anos, ainda vai existir vizinhança”.






“Você sabe, não é legal falar isto, mas quem é realmente saudável tem menos possibilidade de contrair AIDS. Não faço mais as loucuras que fazia antigamente. E têm certas coisas que caem na área da dúvida, como sexo oral, por exemplo”.
“O que a gente precisa é de decência, sabedoria, comida e trabalho para as pessoas. E foda-se o resto. Eu não falo isso demagogicamente. Eu não preciso mentir, eu nunca menti. Quer dizer, eu já menti aqui e ali, mas não é aquela coisa: ‘Oh, ele é falso… ele atira em sua própria gente para provar que não é um deles’. Isso tudo está voltando, a gente está no fim dos tempos”.
“No Brasil, não dá mesmo pra separar homo de hetero, porque todo mundo sabe que brasileiro adora bunda, sexo anal”.
“O ato sexual não tem nada a ver com sua opção. Tanto é que eu tive um filho e namorei mulheres”.
“Não acredito que uma pessoa tenha definição de sua vida sexual até os 25 anos. A pessoa não está formada. Para mim, é absolutamente normal”.
“Eu estou evitando remédio. O melhor remédio hoje em dia, para mim, é sexo, amor e saúde”.
“O modelo hetero oprime as pessoas. Está na hora de se respeitar os direitos dos que têm sensibilidade diferente”.
“Eu sempre gostei de meninos – eu gosto de meninas também -, mas eu gosto de meninos. Como é que não é natural?”.
“Giuliano (filho de Renato) precisa de uma boa base, porque na nossa sociedade não existe espaço para uma criança filha de um roqueiro gay. Nós não temos um padrão de comportamento de pai e filho, mas temos uma dose de disciplina e respeito muito grande”.
“O jovem é jovem desde que o mundo é mundo. O que eu acho um crime é a falta de perspectivas para o jovem no Brasil”.
“Assumo que bebo: se eu não tiver uma ou duas doses, não saio de casa, nem subo num palco”.
“Evite a primeira dose. Eu sempre fui alcoólatra. Eu tenho amigos alcoólatras e vejo o processo dessas pessoas”.
“Vou escrever um livro quando chegar aos 50 anos. No fundo, quero ser imortal”.
“Eu sou um monstro, não é? Eu sou arrogante, egoísta, ambicioso, pedante… Ah, eu me acho o máximo”.
“Cigarro é foda! Eu estou tentando parar, mas não consigo: eu adoro. Além de ser um viciado, eu gosto”.
“Queria ter gravado uns chorinhos em inglês, falando mal de todo mundo”.
“Afinal, amar o próximo é tão demodè”.


Renato e amigos – com Marisa Monte, com os Paralamas do Sucesso, Cazuza e Paulo Ricardo (Foto: Reprodução site oficial Renato Russo) 

Fonte : Site euvejofloresemvoce 

A paixão russa pelo samba brasileiro


Os russos gostam muito do samba. Moscou já tem, pelo menos, três escolas desta dança brasileira. A maioria das professoras de samba são russas que aprenderam o samba no Brasil. Mas tem também uma maravilhosa professora baiana - Edvânia Ferreira de Jesus. Ela é a única professora brasileira em Moscou.
Edvânia já vive em Moscou há três anos. Ela veio a Moscou para ensinar samba. A talentosa brasileira aprendeu russo em Moscou e já fala muito bem. Na verdade, para ensinar uma dança brasileira não é preciso falar nenhuma língua, basta a linguagem do corpo. As alunas que aprendem samba nas aulas com Edvânia dizem:
“Nas primeiras aulas, Edvânia sabia apenas três palavras em russo, mas isso não foi um problema para nós. A língua da dança não tem fronteiras. Seguíamos as ações dela, bailávamos e ríamos muitíssimo. Na verdade, gostamos muito do Brasil, mas o Brasil é muito longe da Rússia, e Edvânia, com sua energia mágica, cheia da alegria, é como um pedacinho do Brasil na Rússia. E quando ela fala em russo: “Meninas, vamos”, é muito carinhosa.
“Eu gosto do samba porque me dá muito otimismo. As emoções positivas são o que falta na Rússia”, contou Tatiana, diretora das aulas de samba.
“Para mim, o samba é uma concentração de vitalidade no corpo. O samba cria imunidade contra a depressão. Quer estrar feliz? Tem que sambar”, diz Olga, uma das alunas.
Nas aulas de samba sempre tem muita gente. Algumas bailam há três anos, outras vêm pela primeira vez. Na verdade, é um pouco difícil para as russas começar a bailar samba, porque as danças tradicionais da Rússia são muito diferentes do samba. Têm outra lógica, outro ritmo e espírito.
“Na dança russa o quadril não baila . No samba, pelo contrário, isso é fundamental. Os passos são diferentes também. No início foi um pouco difícil. Todos os dias eu repetia os passos diante do espelho na minha casa até finalmente conseguir.
O ritmo do samba é muito rápido para nós. Mas eu digo às outras alunas: “Vivemos na capital, cheia de bulício e onde tudo acontece a grande velocidade, porque podemos viver a este ritmo e não podemos dançar tão rapidamente como vivemos?” – pergunta uma outra aluna, Ekaterina.
“Eu vivi muitos anos na União Soviética. O samba me deu as emoções que me eram negadas na Rússia Soviética. Para algumas alunas foi difícil aprender os movimentos, para mim foi difícil me abrir e pegar o espírito do samba”,- disse Svetlana.
As alunas de samba brincam:
“O samba ajuda a sobreviver ao frio na Rússia” 

Fonte: Rádio Voz da Rússia.